Bia Haddad afasta-se do circuito até o fim do ano e aciona regra de ranking protegido

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A número um do tênis brasileiro, Beatriz Haddad Maia, comunicou na noite de sexta-feira (7) que não disputará mais torneios em 2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a jogadora de 30 anos explicou que recorrerá à regra do ranking protegido da Women’s Tennis Association (WTA) e ficará fora das quadras até dezembro, preservando sua posição por seis meses a partir da última partida — a derrota na primeira rodada de Wimbledon.

A decisão chega depois de uma temporada difícil, com apenas quatro vitórias e 19 derrotas que empurraram a paulistana da condição de top 10 em junho de 2023 para o 156º lugar na lista mundial. “É um tempo, na verdade, um até breve”, afirmou a atleta, agradecendo o apoio da família e da torcida enquanto tenta “aprender e descobrir coisas” longe da pressão do circuito.

O anúncio e a regra do ranking protegido

No pronunciamento de pouco mais de quatro minutos, Bia relatou que vinha “lutando contra coisas exteriores” havia meses. O caminho escolhido foi acionar a prerrogativa prevista pela WTA que permite ao tenista congelar a pontuação por até meio ano, desde que se afaste de todas as competições oficiais nesse período. Assim, mesmo sem jogar, ela poderá retornar em 2027 usando a posição equivalente ao momento em que fez a solicitação.

O recurso costuma ser acionado em casos de lesão prolongada, mas também serve para atletas que, como a brasileira, alegam necessidade de cuidar da saúde mental. Ao enfatizar que a pausa não significa aposentadoria, Bia reforçou o caráter provisório da medida: “Queria dividir isso com vocês. Não tem sido fácil a minha relação com o tênis”.

Momento exato da contagem

A contagem dos seis meses começa a partir de 2 de julho, data da eliminação em Wimbledon. Até o fim do ano, portanto, a tenista não somará nem perderá pontos, mantendo os que possuía nesse dia. A manobra lhe dá margem para planejar o retorno sem o risco de precisar atravessar qualificatórios longos ou depender de convites da organização de torneios.

Da ascensão meteórica à temporada frustrante

O hiato marca um contraste agudo com o que se viu há pouco mais de um ano. Em junho de 2023, Bia Haddad entrou para a história ao se firmar entre as dez melhores do mundo, façanha raríssima para o tênis feminino brasileiro. A fase de ascensão foi acompanhada de vitórias expressivas e da expectativa de brigar por títulos em Grand Slams.

Queda vertiginosa em números

O enredo mudou rapidamente em 2026. Das 23 partidas que disputou, Bia venceu apenas quatro. O retrospecto negativo provocou a descida de 146 posições no ranking, culminando com a despedida precoce em Wimbledon. A sequência de resultados adversos abriu caminho para a reflexão que desembocou na presente pausa.

Saúde mental outra vez em pauta

Esta é a segunda temporada consecutiva em que a paulistana encerra o calendário antes do último Grand Slam. No fim de 2025, ela já havia colocado a raquete de lado por algumas semanas, justificando a decisão com a necessidade de zelar pela saúde mental. O novo afastamento reforça o debate sobre equilíbrio emocional em esportes de alta performance, tema que ganhou visibilidade em circuitos profissionais nos últimos anos.

“Decisões são internas”, diz a tenista

Ao explicar o atual momento, Bia destacou que as mudanças testadas ao longo do semestre — troca de rotas, ajustes de rotina e novas perspectivas — não surtiram o efeito esperado. “As decisões parecem muito fáceis de serem tomadas, mas, na verdade, são muito internas”, resumiu. O discurso escancara o desgaste de quem conviveu com cobranças por resultados imediatos após atingir o auge da carreira.

Impacto para o tênis brasileiro

A ausência de Haddad Maia até o fim do ano deixa o Brasil sem sua principal representante no circuito feminino. Além do impacto simbólico, a pausa afeta as chances de pontuação olímpica e a visibilidade do país em torneios de elite. Ainda assim, o congelamento de ranking garante que, quando retornar, Bia voltará a ocupar o posto correspondente a julho, evitando partir de um patamar incompatível com seu histórico recente.

Próximos passos e expectativa de retorno

Sem competições previstas, o calendário da tenista permanecerá em aberto até dezembro. Ela não detalhou qual será a rotina fora das quadras, limitando-se a dizer que deseja “aprender e descobrir coisas” durante o afastamento. A reestreia, portanto, tende a ocorrer apenas em 2027, quando o período de seis meses estiver encerrado.

Até lá, o circuito seguirá monitorando a situação de perto. Se por um lado a pausa interrompe uma fase de resultados ruins, por outro mantém viva a perspectiva de que a ex-top 10 possa reencontrar o melhor nível quando se sentir pronta. Aos fãs, resta aguardar: como a própria Bia definiu, trata-se de um “até breve”.

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Escobar Oliver é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.