Rebeca Andrade retorna à Copa do Mundo de Ginástica após dois anos e lidera equipe brasileira na Hungria

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Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca Andrade voltará a se alinhar na área de competição internacional. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) confirmou que a paulista participará da etapa da Copa do Mundo de Szombathely, na Hungria, de 14 a 21 de setembro, encerrando um intervalo de dois anos sem disputar a série de etapas do circuito mundial.

O retorno acontece em meio à preparação da seleção para o Campeonato Mundial de Roterdã, em outubro. Rebeca focará em salto e trave, eventos nos quais já se destacou em edições passadas. Ela será acompanhada por Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira na equipe feminina, enquanto Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt formam o time masculino brasileiro na Hungria.

Reinício após pausa estratégica

Depois de brilhar nos Jogos de Paris, em 2024, quando subiu quatro vezes ao pódio (ouro no solo, pratas no salto e no individual geral e bronze por equipes), Rebeca optou por um hiato para preservar a saúde física e mental. A decisão encerrou momentaneamente uma sequência de grandes resultados que já incluía as medalhas de ouro no salto e prata no individual geral em Tóquio 2020.

O descanso durou de setembro de 2024 até meados de 2026. No período, a ginasta manteve treinos pontuais, mas longe das pressões de torneios oficiais. O retorno gradual começou em junho de 2026, no Campeonato Pan-Americano de Ginástica, no Rio de Janeiro, onde a campeã olímpica conquistou ouro no salto e ajudou a equipe brasileira a levar a prata.

Marca mundial no Brasileiro

Em agosto, já no Campeonato Brasileiro, realizado no Distrito Federal, a atleta de 27 anos cravou 14,800 pontos em uma apresentação única de salto – a maior nota registrada no mundo na temporada. O feito veio com um Yurchenko com dupla pirueta executado sem falhas, mas Rebeca preferiu não disputar a final, que exigiria um segundo salto e maior carga física.

Escalações completas e calendário apertado

A delegação anunciada pela CBG para Szombathely reúne seis ginastas:

  • Feminino: Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira;
  • Masculino: Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt.

No mesmo comunicado, a confederação revelou os nomes que disputarão os Jogos Sul-Americanos, em Santa Fé, de 11 a 17 de setembro, competição que servirá como último ajuste antes da Copa do Mundo:

  • Equipe feminina: Carolyne Pedro, Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Júlia Coutinho, Duda Monteiro e Thaís Fidélis;
  • Equipe masculina: Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Corrêa, Vitaliy Guimarães e Yuri Guimarães.

As duas missões marcam a reta final de preparação para o Mundial de Rotterdam, agendado para outubro. A CBG vê na etapa húngara a oportunidade de medir a forma dos principais nomes contra adversários europeus e asiáticos, tradicionalmente fortes no circuito.

Expectativas sobre o desempenho de Rebeca

O último contato de Rebeca com a Copa do Mundo ocorreu em março de 2024, quando conquistou a prata nas barras assimétricas. Desde então, o repertório de dificuldades da ginasta foi refinado, sobretudo no salto – aparelho em que já soma dois títulos mundiais (2021 e 2023). Técnicos da seleção destacam que ela ainda trabalha para reassumir a rotina completa de quatro aparelhos, mas preferiu centrar esforços em salto e trave para administrar impactos físicos.

Segundo a coordenadora da equipe feminina, a opção por especializar a agenda competitiva tem como meta preservar o corpo da atleta antes do desafio mais importante do ano. “Queremos Rebeca inteira em Rotterdam. Szombathely será um termômetro, não o ponto final”, afirmou.

Flávia e Lorrane reforçam o conjunto

Parceiras de Rebeca em Paris, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira também encaram a etapa húngara como oportunidade de consolidar séries. Flávia deve apresentar nova acrobacia no solo, enquanto Lorrane foca em aperfeiçoar a transição entre movimentos de barras assimétricas, aparelho em que tem nota de partida elevada.

Brasileiros no masculino apostam na experiência

Campeão mundial na barra fixa (2019) e medalhista olímpico em Tóquio, Arthur Nory lidera o trio masculino. Ele volta ao circuito após lesão no ombro sofrida no início do ano. Caio Souza, especialista em individual geral, e Lucas Bittencourt, que vem se destacando nas paralelas, completam a formação.

Para Nory, Szombathely representa chance de testar novos elementos na barra fixa que visam ampliar a nota de dificuldade em Rotterdam. Caio, por sua vez, busca consistência nos seis aparelhos para brigar por vaga na final do Mundial, enquanto Bittencourt quer confirmar a boa fase demonstrada no último campeonato brasileiro.

Importância estratégica da Copa do Mundo

O circuito da Copa do Mundo de Ginástica Artística distribui pontos que pesam no ranqueamento internacional e oferece ambiente de simulação para eventos de maior porte. Em anos de Campeonato Mundial, como 2026, as etapas assumem papel crucial, pois expõem os ginastas a árbitros e rivais que encontrarão poucas semanas depois.

No caso de Rebeca, a passagem pela Hungria será a primeira avaliação oficial completa desde o Pan-Americano. A comissão técnica deseja observar a resposta do corpo da atleta em dois dias consecutivos de competição. Também interessa medir a recepção dos árbitros às modificações de série introduzidas no ciclo pós-Paris.

Próximos passos até Rotterdam

Encerrada a campanha em Szombathely, a seleção retornará ao Brasil para curto período de treinos no Centro de Excelência da CBG, em Aracaju. O cronograma prevê avaliações fisiológicas, ajustes em aterrissagens e simulações de final por aparelhos antes do embarque para a Holanda, no início de outubro.

O Mundial de Rotterdam terá formato similar ao da Olimpíada: qualificatórias, finais por equipes, finais do individual geral e finais por aparelhos. Para o time feminino, uma meta explícita é repetir o pódio de Paris no conjunto. Individualmente, Rebeca almeja manter a hegemonia no salto e, se possível, voltar à final do individual geral, disputada por 24 ginastas.

O legado em evolução

Com sete medalhas olímpicas e três títulos mundiais, Rebeca Andrade tornou-se referência não apenas pelos feitos atléticos, mas também pela postura em relação à saúde mental. A pausa de dois anos foi acompanhada de debates públicos sobre pressão em esportes de alto rendimento. Sua volta, agora, reaquece o tema: como equilibrar excelência e bem-estar.

Independentemente dos resultados em Szombathely, a presença da ginasta na arena voltará a atrair os olhos do mundo. Para o torcedor brasileiro, será mais uma chance de ver em ação a atleta que redefiniu os limites da ginástica artística nacional e que, aos 27 anos, ainda alimenta ambições de protagonismo em Los Angeles 2028.

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Escobar Oliver é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.