
Resumo da Notícia
- Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, cabeças de chave nº 2, venceram Ulrikke Eikeri e Quinn Gleason por 6/3 e 6/4 e estão nas quartas do WTA 1000 de Pequim
- A dupla Brasil-Canadá já está classificada para o WTA Finals, o torneio das oito melhores duplas da temporada
- Nas quartas, elas aguardam as vencedoras do duelo entre as italianas Errani/Paolini e Boulter/Starodubtseva; após a vitória, Stefani tirou foto com Novak Djokovic
Luisa Stefani está nas quartas de final do WTA 1000 de Pequim. Nesta terça-feira (6), a brasileira e sua parceira canadense, Gabriela Dabrowski — cabeças de chave número 2 do torneio — venceram a norueguesa Ulrikke Eikeri e a americana Quinn Gleason por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, e avançaram no China Open, disputado em quadra dura.
A campanha da dupla começou no domingo (4), com vitória sobre as chinesas Qianhui Tang e Yifan Xu por duplo 6/4. Considerada a segunda melhor dupla do ano, segundo a assessoria da tenista, Stefani e Dabrowski confirmaram o favoritismo nas duas primeiras rodadas sem perder sets.
O jogo das oitavas
“Boa vitória hoje, uma quebra no primeiro set, no segundo poderíamos ter começado melhor, mas do 3 a 2 pra frente foi um ótimo nível jogado. Feliz com a vitória”, disse Stefani após o jogo, segundo a assessoria da atleta.
O roteiro da partida seguiu o esperado para uma dupla do topo do ranking: no primeiro set, uma quebra de saque foi suficiente para fechar em 6/3; no segundo, depois de um início mais disputado, Stefani e Dabrowski elevaram o nível a partir do 3 a 2 e fecharam em 6/4, garantindo a vaga sem sustos.
Nas quartas: italianas ou a zebra
Nas quartas de final, elas aguardam as vencedoras do confronto entre as italianas Sara Errani e Jasmine Paolini — cabeças de chave 8 e dupla experiente do circuito — e a parceria da britânica Katie Boulter com a ucraniana Yuliia Starodubtseva, duelo marcado para quarta-feira (7).
Errani e Paolini seriam, no papel, o teste mais duro: as italianas têm rodagem em grandes torneios e costumam crescer em quadra dura. Mas o favoritismo segue com a dupla Brasil-Canadá, que chega embalada e sem ter perdido sets no torneio.
WTA Finals: vaga garantida
Independentemente do resultado em Pequim, Stefani e Dabrowski já têm vaga garantida no WTA Finals, o torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada. A classificação antecipada coroa uma temporada consistente da parceria — e coloca a brasileira mais uma vez entre a elite mundial das duplas.
Para o tênis brasileiro, a presença constante de Stefani no topo das duplas é um feito raro: ela se consolidou como a principal duplista do país na era aberta, com títulos de peso no circuito e uma medalha olímpica de bronze nas duplas mistas em Tóquio 2020, ao lado de Marcelo Melo.
A parceria com Dabrowski
A parceria com Gabriela Dabrowski, uma das duplistas mais respeitadas do circuito, deu a Stefani a regularidade que faltava nos últimos anos. A canadense, ex-número 1 do mundo nas duplas, trouxe experiência em finais de Grand Slam e no WTA Finals — e a combinação com o jogo agressivo da brasileira na rede se mostrou vencedora ao longo de 2026.
Juntas, elas construíram a campanha que as colocou como a segunda melhor dupla do ano, atrás apenas das líderes do ranking, e agora buscam em Pequim um título de WTA 1000 para coroar a temporada antes do Finals.
O China Open
O China Open é um dos nove torneios WTA 1000 da temporada — o nível mais alto do circuito abaixo dos Grand Slams e do WTA Finals. Disputado em Pequim em quadra dura, o torneio de 2026 acontece de 4 a 11 de outubro, com chave de 32 duplas.
Para Stefani, Pequim tem um gosto especial: em 2025, ela jogou o torneio ao lado da húngara Timea Babos, caindo nas quartas — agora, com Dabrowski e como cabeça de chave 2, a brasileira tem a chance de ir além e brigar pelo título.
A temporada de 2026 e o que vem pela frente
A temporada de 2026 tem sido a mais sólida da carreira de Stefani nas duplas. A regularidade ao lado de Dabrowski — com a dupla figurando como a segunda melhor do ano — garantiu não apenas a vaga antecipada no WTA Finals, mas também o status de cabeça de chave nos principais torneios do circuito, o que evita confrontos com as favoritas nas primeiras rodadas.
Depois de Pequim, o calendário da dupla aponta para o WTA Finals, o grande objetivo do ano: o torneio das oito melhores duplas da temporada, onde Stefani buscará o maior título da carreira. Uma campanha forte na China seria o impulso ideal — e o título em Pequim colocaria a brasileira em posição ainda mais confortável na briga pelas primeiras posições do ranking de duplas em 2027.
Encontro com Djokovic
Após a vitória, Stefani teve um encontro especial: posou para fotos com Novak Djokovic, que acabara de conquistar o heptacampeonato em Pequim. “Incrível o que ele vem fazendo aqui em Pequim, nunca perdeu nessa quadra”, comentou a brasileira sobre o sérvio, dono de uma relação quase perfeita com o torneio chinês.
O registro com um dos maiores nomes da história do tênis coroou o dia da brasileira — que agora volta as atenções para as quartas de final e para a briga pelo título em Pequim.
