FILADÉLFIA, 4 de julho – O Paraguai deixou a Copa do Mundo após perder por 1 a 0 para a França, em partida decidida por um pênalti confirmado após revisão do árbitro de vídeo. Ao fim do jogo, o técnico Gustavo Alfaro afirmou não ter reclamações sobre a marcação, embora admita sair do torneio “com feridas abertas”.
O lance decisivo ocorreu quando Desiré Doué caiu na área depois de dividida com Diego Gómez. O árbitro uzbeque Ilgiz Tantashev inicialmente mandou seguir, mas mudou de opinião ao ser chamado ao monitor do VAR. “Eu vi o lance na tela enquanto eles avaliavam”, contou Alfaro. “Estava atrás do árbitro e não consigo ser objetivo. Ele primeiro entendeu que o jogador se atirou, depois o VAR confirmou o contato e, segundo eles, era pênalti.”
Mesmo abalado, o treinador elogiou o desempenho da equipe. Antes da partida, ele já qualificava a campanha como “excepcional”. O sentimento foi compartilhado no país: o presidente Santiago Peña decretou feriado nacional na última terça-feira, após a surpreendente vitória nos pênaltis sobre a Alemanha nas oitavas de final.
“Saio com a consciência tranquila, porque competimos”, declarou Alfaro. “Queria chegar mais longe. Derrota nunca deixa ninguém feliz. Disse ao grupo no vestiário que, para ser vencedor, primeiro é preciso aprender a perder.”
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Aos 63 anos, o argentino tem contrato até o fim do ano e disse não saber se permanece à frente da seleção. “Hoje estou sangrando. Preciso esperar as coisas se acalmarem. Sinceramente, não sei o que farei”, afirmou. Apesar da incerteza, fez questão de agradecer: “Para mim, não há lugar melhor do que o Paraguai. O país abriu as portas, os clubes abriram as portas, e o vínculo com os jogadores é algo pelo qual sou muito grato”.
Com informações de UOL/Reuters