
Resumo da Notícia
- Alison dos Santos, o “Piu”, foi nomeado ao prêmio de Atleta do Ano da World Athletics 2026, entre 10 indicados masculinos, incluindo o sueco Mondo Duplantis
- Em 2026, o brasileiro quebrou o recorde mundial dos 400m com barreiras (45.80), ficou invicto na temporada e venceu o Ultimate Championship
- Votação termina em 17 de outubro; finalistas serão anunciados em novembro e os vencedores em Mônaco, no dia 29
O Brasil tem um candidato a melhor atleta do mundo em 2026. Alison dos Santos, o “Piu”, foi nomeado nesta terça-feira (6) ao prêmio de Atleta do Ano da World Athletics, na categoria masculina. São dez indicados entre os homens e dez entre as mulheres — e o brasileiro chega com o currículo mais forte da temporada dos 400 metros com barreiras.
A lista masculina reúne nomes de peso: além de Alison, estão o sueco Mondo Duplantis (salto com vara), o britânico Josh Kerr (1.500m/milha), o queniano Sabastian Sawe (maratona), o americano Kenny Bednarek (velocidade), o esloveno Kristjan Čeh (disco), o italiano Andy Díaz Hernández (salto triplo), o botsuanês Collen Kebinatshipi (400m), o srilankês Rumesh Tharanga Pathirage (dardo) e o americano Ja’Kobe Tharp (110m com barreiras).
O ano do recorde
A temporada de 2026 de Alison dos Santos é histórica. Em 27 de agosto, no Weltklasse de Zurique (etapa da Diamond League), ele correu os 400m com barreiras em 45.80 — quebrando o recorde mundial do norueguês Karsten Warholm (45.94) e se tornando apenas o segundo homem da história a correr a prova abaixo de 46 segundos.
E não parou por aí: o brasileiro ficou invicto em 11 provas com barreiras na temporada, incluindo a final da Diamond League, e se tornou tricampeão da competição (títulos de 2022, 2024 e 2026) — a final foi em Bruxelas, com 46.70. Em 13 de setembro, em Budapeste, venceu o inaugural World Athletics Ultimate Championship com 45.98, o terceiro tempo mais rápido da história, batendo Rai Benjamin (46.40) e Warholm (46.78).
Em julho, conquistou o primeiro Troféu Brasil da carreira, vencendo os 400m rasos e os 400m com barreiras (46.48, recorde da competição). Em agosto, foi eleito o Atleta do Mês pela World Athletics.
“Corri rápido, tive ótimos resultados e queria terminar a temporada lá no alto. O clima estava ótimo aqui em Budapeste, adorei a energia da torcida, foi incrível… Agora é hora de celebrar!”, disse ele após o título em Budapeste, segundo o site heliofranco.
Como funciona a votação
A votação para o prêmio é dividida em quatro partes iguais (25% cada): os fãs da World Athletics (por pesquisa no site da entidade), os atletas que competiram em eventos da World Athletics Series em 2026, a mídia credenciada e a “Família World Athletics” (conselho, comissões, diretores de meetings, presidentes de federações, parceiros e staff).
A votação termina em 17 de outubro. Os seis finalistas — três homens e três mulheres — serão anunciados em 10 e 11 de novembro. Os vencedores serão revelados ao vivo no palco da cerimônia do World Athletics Awards, em Mônaco, no dia 29 de novembro.
Em 2026, o formato do prêmio foi reformulado: voltaram os títulos absolutos masculino e feminino, e as categorias separadas por pista, campo e fora de pista foram descontinuadas. Na cerimônia também serão entregues os prêmios Rising Star (masculino e feminino), Treinador do Ano, Prêmio do Presidente e, pela primeira vez, o Momento do Ano — este último votado exclusivamente nas redes sociais.
Os vencedores de 2025 foram a americana Sydney Levrone — que está de licença-maternidade em 2026 — e Mondo Duplantis, que concorre novamente este ano.
Quem é Alison dos Santos
Aos 26 anos, Alison dos Santos treina em Clermont, na Flórida, com o treinador Siqueira, segundo a NBC Sports. O apelido “Piu” o acompanha desde a infância em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo — onde um acidente doméstico aos dez meses de vida lhe deixou cicatrizes no corpo e, depois, uma história de superação que virou marca registrada.
Antes de 2026, ele já era um dos maiores nomes do atletismo brasileiro: dois bronzes olímpicos (Tóquio 2020 e Paris 2024), campeão mundial em Eugene 2022 e bicampeão da Diamond League. Faltava o recorde mundial — e ele veio em Zurique, na noite de 27 de agosto, quando Alison baixou de 45.94 para 45.80 a marca de Karsten Warholm. “Senti que [poderia quebrar o recorde mundial] durante toda a temporada… Estou largando mais rápido, terminando mais forte, e era isso que eu precisava fazer para quebrar um recorde mundial”, disse ele após a prova.
Na mesma noite em Zurique, a americana Masai Russell quebrou o recorde mundial dos 100m com barreiras feminino — uma noite histórica para as provas com barreiras.
Uma disputa de gigantes
Um dado da NBC Sports mostra o nível da disputa pelo prêmio: cinco dos dez indicados masculinos estabeleceram recordes mundiais em 2026. Além de Alison (400m com barreiras, 45.80), estão na lista Mondo Duplantis (salto com vara, 6.31m), Josh Kerr (milha, 3:42.66), Sabastian Sawe (maratona, 1:59:30 — o primeiro sub-2h em maratona oficial) e Ja’Kobe Tharp (110m com barreiras, 12.75).
Duplantis, aliás, é o atual vencedor do prêmio — os vencedores de 2025 foram a americana Sydney Levrone, que está de licença-maternidade em 2026, e o próprio sueco. Duplantis concorre novamente este ano, e uma eventual vitória de Alison seria histórica para o atletismo sul-americano: segundo a NBC Sports, nenhum sul-americano jamais venceu o prêmio de Atleta Masculino do Ano.
O contexto brasileiro
Aos 26 anos, Alison dos Santos treina em Clermont, na Flórida, com o treinador Siqueira, segundo a NBC Sports. Ele já tem dois bronzes olímpicos no currículo — Tóquio 2020 e Paris 2024 — e agora busca coroar a melhor temporada da carreira com o maior prêmio individual do atletismo mundial.
Um dado da NBC Sports mostra o nível da disputa: cinco dos indicados masculinos estabeleceram recordes mundiais em 2026 — além de Alison, Duplantis (salto com vara, 6.31m), Kerr (milha, 3:42.66), Sawe (maratona, 1:59:30, o primeiro sub-2h em maratona oficial) e Tharp (110m com barreiras, 12.75).
