As autoridades do estado de Veracruz, no México, confirmaram o assassinato da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, raptada em 2 de junho na cidade de Nanchital. Os restos mortais da repórter foram localizados em uma fazenda no sul do estado, segundo informou a Procuradoria-Geral de Justiça local.
A Justiça expediu e cumpriu mandados de prisão contra oito pessoas suspeitas de envolvimento no crime. De acordo com a investigação, Javier Iván, conhecido como “Delta 1”; José del Carmen, o “Delta 7”; e Luis Arturo “N”, apelidado de “Delta 11” ou “El Pelón”, são apontados como responsáveis pelo sequestro. O grupo teria contado com a participação de Karen Monserrat, chamada de “La Hiena”, na execução da vítima.
Também foram detidos Julio César, Luis Enrique, Juan Carlos e Ismael, que atuavam como policiais municipais de Ixhuatlán del Sureste à época. A corporação é suspeita de oferecer recursos, alimentos e apoio logístico ao bando armado.
Pedido de proteção ignorado
Roxana era proprietária e repórter do portal Pulso Informativo Nanchiteco, que cobre segurança pública, meio ambiente, cultura, esportes e denúncias da população. Antes do sequestro, a jornalista havia solicitado medidas de proteção à Comissão Estadual de Atenção e Proteção aos Jornalistas de Veracruz, após relatar assédio de um funcionário público.
Violência recorrente contra a imprensa
O homicídio de Roxana é o terceiro contra profissionais de imprensa registrado em Veracruz em 2026. Em janeiro, o repórter policial Carlos Castro foi morto a tiros em Poza Rica. No dia 11 do mês passado, o também repórter policial Luis Ángel López foi assassinado na mesma cidade.
Imagem: Reprodução
A jornalista já havia enfrentado episódios de violência: em 2017, seu companheiro, Carlos Fernández Escalante, foi morto, levando Roxana a deixar o estado por alguns anos antes de retornar a Nanchital.
Entidades de defesa da liberdade de expressão acompanham o caso e cobram esclarecimentos completos das autoridades mexicanas.
Com informações de O Globo