
Resumo da Notícia
- O Corinthians demitiu o técnico Fernando Diniz na noite de quarta-feira (7), após a derrota por 2 a 1 para o Internacional — a sétima seguida no Brasileirão.
- O Timão é o 16º colocado, com 32 pontos, a apenas um ponto da zona de rebaixamento; a UFMG calcula 35,9% de risco de queda.
- Ramón Díaz, que já comandou o clube entre 2024 e 2025, é o favorito para assumir; o Dérbi contra o Palmeiras é domingo (11), às 17h30.
O Corinthians anunciou na noite de quarta-feira (7) a demissão do técnico Fernando Diniz, horas após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi a sétima derrota consecutiva do Timão na competição — sequência que derrubou o time para a 16ª colocação, com 32 pontos, a apenas um ponto da zona de rebaixamento.
O anúncio foi feito pelo executivo de futebol Marcelo Paz, que admitiu a dor da decisão, mas disse que o clube precisava reagir imediatamente. “Momento de muita dor, difícil. Pelos resultados que o clube atravessa, perdemos o convívio de um grande profissional que se empenha. Tivemos um início bom, promissor. Infelizmente, demos uma estacionada na tabela, muitas derrotas. Decisão precisou ser tomada, precisamos de um fato novo”, declarou Paz em pronunciamento, segundo a imprensa esportiva.
Paz reconheceu ainda que a responsabilidade pelos resultados não era exclusivamente do treinador, sendo compartilhada pela diretoria e pelos jogadores — mas avaliou que a continuidade se tornou inviável diante da sequência negativa e da necessidade de recuperar a confiança da equipe. O clube também divulgou nota oficial confirmando o desligamento de Diniz e de sua comissão técnica, agradecendo pelos serviços prestados.
Do início promissor ao colapso
Contratado em 6 de abril, Fernando Diniz teve uma passagem de pouco mais de seis meses pelo Parque São Jorge, com aproveitamento de 47,5% — e dois momentos bem distintos, como resumiu a cobertura esportiva. Na chegada, o treinador empolgou: levou o time com tranquilidade ao mata-mata da Copa Libertadores e manteve o Corinthians na primeira página do Brasileirão.
O cenário desandou após a pausa para a Copa do Mundo. A equipe foi eliminada nas quartas de final da Libertadores e caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil — justamente diante do Internacional, o mesmo algoz da noite da demissão. No Campeonato Brasileiro, o Corinthians não vence desde 9 de agosto, quando derrotou o Red Bull Bragantino por 2 a 0, em Bragança Paulista. De lá para cá, foram sete derrotas em sequência, e o time despencou da sétima para a 16ª posição.
O dado que mais assusta a torcida vem do Departamento de Matemática da UFMG: o Corinthians tem agora 35,9% de chances de rebaixamento para a segunda divisão. Em outubro, a tabela reserva uma sequência duríssima — Palmeiras, Vitória, Vasco e Mirassol, encerrando contra o São Paulo no início de novembro, numa série que inclui clássicos estaduais e confrontos diretos com rivais na briga contra a queda.
O 20º técnico em dez anos
A demissão de Diniz escancara a instabilidade crônica no comando técnico do Corinthians. Com a saída dele, o clube chegará ao 20º treinador em dez anos, segundo levantamento do portal Meu Timão — uma média de dois técnicos por temporada.
A dança das cadeiras recente é vertiginosa: Ramón Díaz comandou o Timão entre julho de 2024 e abril de 2025, afastou a equipe do rebaixamento e conquistou o Campeonato Paulista de 2025, mas foi demitido após uma sequência negativa. Dorival Júnior assumiu, conquistou a Copa do Brasil e a Supercopa, e também caiu — em abril deste ano, após nove partidas sem vitória. Diniz chegou em seguida e durou seis meses.
Ramón Díaz é o favorito — e o Dérbi é domingo
Sem tempo a perder, a diretoria já trabalha para ter um substituto no banco já no clássico contra o Palmeiras, marcado para este domingo (11), às 17h30, no Nubank Parque, pela 30ª rodada. São poucos dias para fechar com um novo comandante.
De acordo com a ESPN, o favorito é um velho conhecido: o argentino Ramón Díaz, livre no mercado desde novembro de 2025, quando foi demitido do Internacional. Na primeira passagem pelo Corinthians, entre 2024 e 2025, Díaz comandou o time em 60 partidas, com 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas — aproveitamento de 60,6% —, livrou o clube do rebaixamento no primeiro ano e levantou o Paulista na temporada seguinte. O presidente Osmar Stabile deseja o retorno do treinador e de seu filho e auxiliar, Emiliano Díaz, e a experiência em momentos de pressão pesa a favor.
O outro nome no radar é Sylvinho, que comandou o Timão entre 2021 e 2022 (43 jogos, 16 vitórias) e está livre após deixar a seleção da Albânia no meio do ano. Outras opções sem clube ventiladas pela imprensa incluem os argentinos Juan Pablo Vojvoda, Jorge Sampaoli, Ariel Holan e Luis Zubeldía, além dos portugueses Luís Castro, Pepa e António Oliveira — este último também com passagem pelo Corinthians em 2024.
Até a manhã de quinta-feira (8), porém, o clube ainda não havia anunciado oficialmente a contratação de nenhum treinador.
Pressão máxima na reta final
O próximo compromisso diz muito sobre o tamanho do desafio: o Dérbi contra o Palmeiras, no Allianz Parque, contra um rival que briga pelo título e venceu o Bahia na rodada, colando no Flamengo. Um tropeço no clássico pode empurrar o Corinthians para dentro do Z-4 já nesta 30ª rodada.
A torcida, que já vinha protestando contra a diretoria, reagiu com divisão à demissão: parte celebrou a saída de Diniz, parte detonou a cúpula alvinegra pela sequência de decisões erradas que levaram o clube à beira do abismo pela segunda vez em três anos.
Resta ao Corinthians transformar o “fato novo” pedido por Marcelo Paz em pontos — e rápido. Com 35,9% de risco de queda calculado pela matemática e um Dérbi pela frente, a reta final do Brasileirão promete ser uma das mais tensas da história recente do clube.
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