Críticas à retranca do Paraguai superam debate sobre jogadores acusados de estupro, diz colunista

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A jornalista Milly Lacombe afirmou que a indignação demonstrada por torcedores nas redes sociais contra o esquema defensivo do Paraguai, utilizado na partida contra a França pela Copa do Mundo, foi maior do que a reação à convocação de atletas denunciados por crimes sexuais.

Segundo a colunista, a “retranca paraguaia” motivou uma avalanche de postagens, vaias e manifestações de desprezo, enquanto casos de jogadores investigados por estupro, como o marroquino Achraf Hakimi, receberam comentários mais brandos ou complacentes.

Comparação de reações

Lacombe cita que agressões em campo, como faltas duras em Kylian Mbappé, provocam revolta imediata da torcida. Já acusações de violência contra mulheres, pessoas negras ou integrantes da comunidade LGBT+ costumam ser relativizadas sob o argumento de que “é preciso esperar a condenação”.

Números sobre falsas denúncias

No artigo, a autora lembra estudos que apontam taxa aproximada de 3% para falsas acusações de estupro. Ela argumenta que o sistema judiciário frequentemente considera insuficientes provas apresentadas pelas vítimas, contribuindo para a sensação de impunidade.

Suspensão preventiva

A colunista defende que FIFA e federações impeçam a participação de atletas investigados por crimes sexuais até a conclusão dos processos. Para Lacombe, a medida enviaria mensagem clara de que o futebol não tolera violência de gênero.

O julgamento de Hakimi, acusado de estupro na França, está previsto para depois do término da competição.

Com informações de UOL

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.