ARLINGTON, Texas, 14 de julho – A trajetória de Didier Deschamps à frente da França chegou ao fim de forma amarga. A seleção caiu por 2 x 0 diante da Espanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2026, e disputará apenas o terceiro lugar no próximo sábado.
Fim de ciclo
Aos 57 anos, Deschamps já havia anunciado que deixaria o comando quando o contrato expirasse ao término do torneio. O ex-volante fica marcado por conduzir os Bleus ao título mundial de 2018 e por somar 20 vitórias em Copas, recorde para um técnico francês.
Sequência de tropeços recentes
Depois da derrota na final de 2022 para a Argentina, a França acumula três eliminações consecutivas para a Espanha em fases decisivas: Euro 2024, Liga das Nações e, agora, Copa do Mundo. Mesmo assim, a equipe esteve em semifinais de três edições seguidas do Mundial, disputando duas finais nesse período.
Sucessão encaminhada
Zinedine Zidane, campeão mundial de 1998 como jogador ao lado de Deschamps, é o principal cotado para assumir a seleção. O futuro treinador receberá um elenco considerado um dos mais talentosos da história francesa.
Estilo questionado, resultados incontestáveis
Desde 2012, as equipes de Deschamps privilegiaram equilíbrio defensivo, disciplina e eficiência. Críticas sobre falta de espetáculo foram frequentes, mas o técnico respondeu com resultados: quartas de final na Copa de 2014, vice na Euro 2016, campeão em 2018 e troféu da Liga das Nações em 2021.
Carreira vitoriosa como jogador e técnico
Natural de Bayonne, Deschamps ergueu a Champions League com Marselha (1993) e Juventus (1996) e capitaneou a França nos títulos da Copa de 1998 e da Euro 2000. Já como treinador, levou o Monaco à final da Champions em 2004, recolocou a Juventus na elite italiana após o escândalo Calciopoli e encerrou jejum de 18 anos do Marselha no Campeonato Francês em 2010.
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Derrota dolorosa em Dallas
No AT&T Stadium, a França foi superada técnica, tática e fisicamente pelos espanhóis. O poderoso ataque francês não conseguiu furar a marcação rival, enquanto o meio-campo foi dominado. “Não quero jogar fora tudo o que fizemos, mas hoje a Espanha teve algo a mais”, admitiu Deschamps após a partida.
Mesmo sem a despedida ideal, o treinador encerra 14 anos à frente da seleção com números que o colocam entre as figuras mais influentes do esporte no país.
Com informações de UOL/Reuters