Drones ucranianos atingem terminal de petróleo em São Petersburgo, diz governo local

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Dezenas de aeronaves não tripuladas lançadas pela Ucrânia atingiram São Petersburgo na madrugada deste sábado (4), informou a administração da cidade. Um terminal de petróleo localizado no distrito de Kirovsky foi alcançado, e outro aparelho caiu dentro do complexo histórico de Peterhof, sem provocar vítimas ou danos estruturais, segundo as autoridades.

O governador Alexander Beglov afirmou que “mais de 70 drones” foram abatidos sobre a segunda maior cidade russa, berço político do presidente Vladimir Putin. As “consequências técnicas” no terminal teriam sido rapidamente controladas, acrescentou o dirigente.

Escalada contra infraestrutura energética

O ataque ocorre em meio à intensificação das investidas ucranianas contra instalações de petróleo e gás na Rússia. Kiev alega ter posto fora de operação cerca de 43% da capacidade de refino do país, porcentual não confirmado por fontes independentes. Para o governo ucraniano, esses alvos financiam o esforço militar de Moscou e, portanto, são legítimos.

Em pronunciamento, o presidente Volodymyr Zelensky disse que a base naval russa em Kronstadt, também próxima a São Petersburgo, foi golpeada no mesmo conjunto de ataques. Moscou, por sua vez, declarou ter interceptado quase 500 drones e dez mísseis Flamingo em diferentes regiões na última noite.

Conflito paralelo em Kostiantinivka

Enquanto os drones atingiam o noroeste da Rússia, declarações conflitantes surgiram sobre a cidade de Kostiantinivka, no leste da Ucrânia. O Kremlin afirmou na sexta-feira (3) que suas tropas controlam totalmente o município, ponto considerado chave na rota para Kramatorsk e Sloviansk, na região de Donbass.

O Exército ucraniano negou a perda da localidade. De acordo com o porta-voz Andrii Kovalev, os defensores “mantêm suas posições” apesar de 11 tentativas de avanço russo registradas na véspera. A batalha em Kostiantinivka, que tinha cerca de 78 mil habitantes antes da guerra, estende-se desde o fim de 2025.

Ofensivas recentes

Os bombardeios desta semana ampliam a tensão após um ataque russo a Kiev que deixou 30 mortos. Horas antes da ação em São Petersburgo, quatro pessoas — entre elas uma criança — morreram em Sumi, no norte ucraniano, também em decorrência de um ataque russo, conforme autoridades locais.

Dentro da Ucrânia, um artefato explosivo detonado neste sábado em Kramatorsk feriu pelo menos cinco civis, incluindo um menino de 11 anos, segundo o Ministério Público. As administrações regionais ainda relataram nove feridos em Dnipropetrovsk e cinco em Zaporíjia.

A guerra, iniciada em 2022, entra no quinto ano sem avanços territoriais significativos nas últimas semanas, aponta levantamento do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). Paralelamente, tentativas de mediação lideradas pelos Estados Unidos permanecem ofuscadas por outros conflitos internacionais.

O Kremlin promete retaliar pelos ataques a seu território. “Mais uma mentira russa”, respondeu Zelensky, referindo-se à suposta captura de Kostiantinivka. Putin, em aparição pública com uniforme militar, agradeceu aos soldados envolvidos na operação e classificou o objetivo como “estrategicamente importante”.

Até o momento, não há confirmação independente sobre a extensão dos danos no terminal de petróleo atingido em São Petersburgo, nem sobre o eventual impacto nos estoques de combustível, já pressionados por ofensivas anteriores.

Com informações de O Globo

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.