Washington/Teerã – Mísseis e drones iranianos atingiram instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Barein na noite de sábado (28), horas depois de o ex-presidente norte-americano Donald Trump ameaçar “aniquilar” a liderança de Teerã caso um acordo provisório de cessar-fogo não fosse mantido.
Ofensiva iraniana
Segundo o Exército do Kuwait, as defesas aéreas do país foram acionadas contra projéteis e aeronaves não tripuladas por volta de uma hora após a publicação de Trump na rede Truth Social. O governo bareinita também relatou o acionamento de sirenes de alerta.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que marinha e força aérea lançaram “operações com mísseis e drones” contra bases norte-americanas nos dois países. A corporação acusou os EUA de violar o cessar-fogo e prometeu “interromper totalmente” processos diplomáticos.
Horas mais tarde, novos alarmes soaram no Barein. As autoridades locais informaram que um edifício residencial na província de Muharraq foi danificado por ataque iraniano, sem registro de vítimas. O país pediu ao Conselho de Segurança da ONU uma sessão de emergência para discutir o episódio.
O Exército do Kuwait declarou ter interceptado dois mísseis balísticos, também sem danos ou feridos.
Resposta norte-americana
Um representante dos EUA confirmou à Reuters as ofensivas contra instalações americanas, mas disse que não havia relatos de mortes ou avarias significativas. A situação, acrescentou, “ainda está em desenvolvimento”.
Antes dos ataques iranianos, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) havia anunciado bombardeios a alvos militares do Irã em resposta ao ataque, no sábado, contra um petroleiro de bandeira panamenha no Estreito de Ormuz. Foram atingidas estruturas de vigilância, comunicações, defesa antiaérea, depósitos de drones e pontos de minagem, informou o comando.
Imagem: Internet
A emissora estatal iraniana IRIB relatou explosões na cidade de Sirik, no sul do país. A IRGC declarou que os “ataques cegos” dos EUA não abalarão o controle iraniano sobre o estreito, principal rota marítima de transporte de energia do mundo.
Ameaça de Trump
Em sua mensagem online, Trump advertiu que “pode chegar um momento” em que Washington será “forçado a concluir militarmente” o conflito. “Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não existirá mais!”, escreveu.
Fronte libanesa
No domingo (28), Israel informou ter matado militantes do Hezbollah armados com granadas propulsadas por foguete e destruído um lançador na região de Nabatieh, sul do Líbano. As ações ocorreram um dia após a assinatura do mais recente cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e Líbano, em vigor desde sexta-feira (26). O Hezbollah não se pronunciou.
Os sucessivos acordos de trégua têm surtido efeito limitado: Israel afirma que não retirará tropas das áreas que ocupa no território libanês, e o Hezbollah recusa entregar suas armas enquanto militares israelenses permanecerem no local.
Com informações de CNN Brasil