Horas depois de derrotar os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira (7), a Royal Belgian Football Association (RBFA) publicou uma mensagem nas redes sociais provocando os anfitriões e a Fifa. A entidade escreveu “Reverta isso” (“Overturn this”) acompanhada do placar da partida, aludindo à decisão que liberou o atacante Folarin Balogun para o confronto.
Cartão vermelho mantido, suspensão derrubada
Balogun havia sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no duelo contra a Bósnia, válido pela fase anterior. Mesmo com o uso do VAR, o lance gerou protestos do técnico Mauricio Pochettino, de torcedores norte-americanos e de personalidades do esporte no país.
O ex-presidente Donald Trump interveio e pediu à cúpula da Fifa que anulasse a punição automática. O Comitê Disciplinar acatou o apelo, manteve o cartão vermelho nos registros, mas retirou a suspensão, permitindo que o camisa 20 encarasse a Bélgica.
Fifa e entidades defendem Claus
Após o episódio, a Fifa divulgou nota reafirmando a confiança em Raphael Claus, classificando-o como “um dos principais árbitros do mundo” e exaltando seu profissionalismo. CBF, Federação Paulista de Futebol e Conmebol também se manifestaram em apoio ao brasileiro.
Atuação discreta do atacante
Titular contra a Bélgica, Balogun teve participação modesta. Ele sofreu a falta que originou o único gol norte-americano, mas ofereceu pouco perigo ao sistema defensivo europeu.
Imagem: Internet
EUA caem; Bélgica encara a Espanha
Com a eliminação, os Estados Unidos se despedem nas oitavas, assim como os outros coanfitriões do torneio, e seguem sem alcançar as quartas de final — feito que buscavam desde 2002. Pochettino descartou qualquer influência do caso Balogun no desempenho do elenco e atribuiu o revés a “um dia em que a equipe não conseguiu render”.
Já a Bélgica avançou e terá a Espanha, que mais cedo superou Portugal, como adversária nas quartas de final.
Com informações de UOL