Após a divulgação de um decreto que oficializou a excomunhão de seis de seus bispos, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X afirmou nesta sexta-feira (3) considerar a decisão da Santa Sé “injusta e inválida”. A declaração foi feita pelo padre italiano Davide Pagliarani, superior geral da congregação ultraconservadora, em carta endereçada ao papa Leão 14 e publicada no site da instituição.
O Vaticano confirmou a sanção canônica na quinta-feira (2) e advertiu que qualquer leigo que “aderir formalmente” ao grupo estará sujeito à mesma penalidade. O decreto veio à tona um dia depois de a Fraternidade, contrariando pedido explícito do pontífice, consagrar quatro novos bispos.
Brasão de conflito
Fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre, a Fraternidade São Pio X reúne cerca de 600 mil fiéis em vários países. O movimento rejeita as reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), defende uma sociedade de estrutura patriarcal e preconiza um modelo de Estado de inspiração teocrática.
Entre as práticas preservadas pelo grupo está a celebração da missa no rito tridentino, em latim e com o sacerdote voltado de costas para os fiéis.
“Fidelidade inabalável”
Na carta ao papa, Pagliarani sustentou que a congregação não pretende “substituir a Igreja” e reiterou a “fidelidade inabalável” de seus membros ao catolicismo. Mesmo assim, reafirmou a posição de que as excomunhões anunciadas pela Santa Sé não têm validade.
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A Santa Sé não comentou publicamente a reação da Fraternidade até o momento.
Com informações de UOL Notícias