Houthis lançam mísseis contra a Arábia Saudita e ameaçam bloquear estreito no mar Vermelho

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São Paulo – O conflito no Oriente Médio ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (13) após um bombardeio ao aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen controlada pelos rebeldes houthis desde 2014. Segundo o governo iemenita deposto, que conta com apoio militar de Riad, a operação aérea tinha como objetivo impedir o pouso de um voo iraniano. Horas depois, os houthis responderam lançando mísseis contra território saudita.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou que o ataque encerra a fase de desescalada da guerra civil iemenita – paralisada desde o fim de um cessar-fogo da ONU em 2022 – e prometeu novas retaliações. Riad informou apenas que interceptou os projéteis, sem comentar o bombardeio em Sanaa.

Ameaça ao tráfego marítimo

Em declarações à imprensa estatal iraniana, os rebeldes, apoiados por Teerã, disseram considerar o fechamento do estreito de Bab al-Mandab, corredor que liga o oceano Índico ao mar Vermelho. O grupo pretende, segundo afirmou, elevar o preço do barril de petróleo de US$ 80 para até US$ 200. A ameaça surge após o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump reinstalar bloqueio ao Irã no estreito de Hormuz.

O estreito de Bab al-Mandab é estratégico para a Arábia Saudita: petroleiros que saem do terminal de Yanbu, no mar Vermelho, precisam cruzar a região controlada pelos houthis para atingir mercados asiáticos. Durante confrontos anteriores, os Estados Unidos chegaram a desviar o porta-aviões USS George H. W. Bush pelo Cabo da Boa Esperança para evitar a rota.

Desvio de avião iraniano

De acordo com o governo iemenita reconhecido internacionalmente, o alvo em Sanaa era um Airbus A340-300 da companhia Mahan Air que transportava uma delegação vinda do funeral do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto em fevereiro em ataque atribuído a EUA e Israel. Após o bombardeio, a aeronave desviou para Hodeidah e, sem autorização para pousar em Sanaa, retornou ao Irã.

As autoridades iemenitas anunciaram o fechamento de todos os aeroportos do país por tempo indeterminado, mas negaram intenção de retomar ofensiva em larga escala contra os rebeldes.

Incidente no mar e impacto econômico

Pouco depois dos ataques, a agência britânica de monitoramento marítimo UKMTO emitiu alerta sobre tentativa de abordagem a um petroleiro a cerca de 90 km da costa controlada pelos houthis. Seis barcos rápidos se aproximaram, mas foram afastados após disparos de advertência.

A instabilidade agrava preocupações sobre o fluxo de energia global. Antes da ofensiva contra o Irã em fevereiro, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial transitava pelo estreito de Hormuz. Já o mar Vermelho responde por 15% do comércio marítimo planetário; em crises anteriores, o custo de frete de contêineres medido pelo índice FBX quintuplicou, alcançando quase US$ 4.000.

Especialistas temem que um bloqueio efetivo em Bab al-Mandab amplie a tensão econômica e militar na região, onde os houthis já haviam atacado navios ligados a Israel ou aos Estados Unidos durante os conflitos de 2023 e 2025 na Faixa de Gaza.

Por enquanto, o governo saudita não indicou como responderá às novas ameaças dos rebeldes, ao passo que os houthis prometem manter a pressão até que Riad cesse as operações aéreas no Iêmen.

Com informações de Folha de S.Paulo

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.