O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (6) em baixa de 0,93%, aos 172.447,58 pontos, depois de ter registrado na abertura a máxima de 174.057,47 pontos e a mínima intradiária de 171.621,70 pontos. O volume financeiro somou R$ 16,94 bilhões.
O desempenho contrariou as bolsas norte-americanas, que fecharam em campo positivo: Dow Jones avançou 0,29% e Nasdaq subiu 1,12%.
Fatores de pressão
Segundo Nícolas Mérola, analista da EQI Research, investidores estrangeiros — responsáveis por mais da metade do giro da B3 — mantêm postura cautelosa diante da precificação de ativos ligados à inteligência artificial. Até 2 de julho, houve ingresso líquido de R$ 567,6 milhões, mas o saldo de julho segue negativo em R$ 22,223 milhões.
A proximidade do calendário eleitoral também aumenta a volatilidade, aponta Daniel Nogueira, head de Alocação da InvestSmart XP. Pesquisas indicam ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o que, na avaliação do mercado, reduz a probabilidade de uma âncora fiscal rígida.
No cenário externo, operadores monitoraram a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre práticas comerciais do Brasil.
Destaques da sessão
A TOTVS (TOTS3) liderou as perdas do índice, com queda de 4,97%, após quatro altas consecutivas. Ambev (ABEV3) recuou 2,52%, influenciada pela eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, que pode reduzir o consumo de bebidas, segundo analistas.
Na ponta positiva, Brava Energia (BRAV3) avançou 3,29%, recuperando parte das perdas da semana anterior.
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Vale (VALE3) cedeu 1,33%, apesar da alta do minério de ferro na China, e Petrobras (PETR4) caiu 1,25% em meio a leve retração das cotações internacionais do petróleo.
Moedas e commodities
O dólar comercial recuou pelo terceiro dia seguido e fechou em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 — menor nível desde 17 de junho, quando marcou R$ 5,1077. A mínima do dia foi de R$ 5,1279.
Nos Estados Unidos, a moeda chegou a se valorizar frente a pares de mercados emergentes, mas perdeu força ao longo da tarde, favorecendo o real. Operadores citaram ajuste de prêmios de risco e valorização de commodities agrícolas, especialmente soja.
O petróleo WTI para agosto fechou em leve queda de 0,2%, a US$ 68,55 o barril, enquanto o Brent para setembro recuou 0,18%, a US$ 71,99. A retração ocorreu após a Opep+ aprovar aumento de produção a partir de agosto e diante da redução dos preços oficiais de venda da Arábia Saudita.
Com informações de InfoMoney