O Irã lançou, neste sábado (27), mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. A ofensiva ocorreu horas depois de Washington bombardear alvos iranianos, escalando a tensão na região do Golfo Pérsico.
Em comunicado divulgado pela Press TV, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que Marinha e Força Aérea realizaram “operações conjuntas” em resposta às ações ordenadas pelo presidente norte-americano Donald Trump. “Violar o cessar-fogo é contrário à Cláusula 1 do Memorando de Entendimento de Islamabad e resultará na completa paralisação de todos os processos diplomáticos”, afirmou o órgão.
Reação norte-americana
Autoridades dos Estados Unidos ouvidas pela agência Reuters disseram não haver relatos de baixas entre militares norte-americanos nem de danos significativos às estruturas atingidas. Mesmo assim, sirenes de alerta soaram em pontos do Bahrein, segundo o jornal The New York Times, e a população foi orientada a procurar abrigos.
No Kuwait, o Exército declarou que respondeu a “ameaças hostis de mísseis e drones”. De acordo com a corporação, explosões escutadas na capital eram disparos de sistemas de defesa antiaérea que interceptaram projéteis; a origem dos ataques, porém, não foi detalhada.
Seqüência de ataques
Mais cedo, Teerã já havia lançado drones contra o Bahrein e, no Estreito de Ormuz, um navio foi alvo de explosivos, possivelmente em retaliação aos bombardeios norte-americanos efetuados durante a madrugada. O Pentágono confirmou ter atingido “múltiplos alvos no Irã” por ordem de Trump, alegando resposta a um ataque iraniano contra um cargueiro na última quinta-feira.
Nas redes sociais, o Exército dos EUA afirmou que Teerã “teve a chance de respeitar” o cessar-fogo firmado há dez dias, mas optou por não fazê-lo. Até o momento, o governo iraniano não comentou diretamente os bombardeios norte-americanos.
Imagem: Internet
Durante a noite, Trump acusou o Irã de violar o acordo e alertou que os Estados Unidos poderão usar “força militar” caso a escalada continue: “Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, declarou na plataforma TruthSocial.
O entendimento provisório, assinado recentemente, previa a suspensão imediata de operações militares e o compromisso mútuo de não empregar força. Os ataques deste sábado, contudo, colocam o pacto em risco e aumentam o temor de uma escalada fora de controle no Golfo.
Com informações de G1