PARINTINS (AM) – A cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, protagonizou a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, neste domingo (28), ao surgir da alegoria “Kamara” e percorrer a arena ao som da toada oficial do item.
A apresentação
A estrutura cenográfica, assinada pelo artista Marlon Brandão e sua equipe, trouxe à arena a cosmologia do povo indígena Hixkaryana, que vive nas regiões dos rios Nhamundá e Jatapu. A obra representou Kamara, a onça-mãe espiritual, criada a partir do sopro primordial Yuxib para moldar montanhas, árvores e o céu antes mesmo da existência do tempo.
Isabelle emergiu do centro da alegoria, simbolizando os pactos de equilíbrio da floresta. Na sequência, realizou sua evolução como cunhã-poranga em uma coreografia de forte impacto visual, ressaltando a agilidade, a garra e o misticismo atribuídos ao povo “onça”, os Kamarayana.
Referências mitológicas
Durante a performance, a mensagem de Kamara foi lembrada: todos os seres da natureza possuem voz, memória e espírito, e a onça ancestral permanece como guardiã dos ciclos da vida, manifestando-se em tempestades para proteger a harmonia da floresta.
Projeto do Garantido
Na sua segunda noite de apresentação, o Boi Garantido manteve a proposta de exaltar mitos amazônicos, transformando a ancestralidade indígena em pilar na busca pelo título de 2026. A alegoria destacou ainda a versão da lenda segundo a cosmologia Hexkaryana, que descreve a criação do mundo a partir de Yuxibu e o surgimento de Kamara.

Imagem: Internet
Com a evolução de Isabelle e a imponência da cenografia, o Garantido encerrou a noite reforçando a defesa da diversidade e dos rituais de cura da floresta, temas centrais do roteiro deste ano.
Com informações de G1