Justiça francesa mantém tornozeleira, mas libera Marine Le Pen para disputar a Presidência em 2027

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O Tribunal de Apelações de Paris manteve nesta terça-feira (7) a condenação de Marine Le Pen por peculato, mas autorizou a líder da Reunião Nacional (RN) a concorrer à eleição presidencial da França em abril de 2027. A decisão prevê três anos de prisão, com dois anos de pena suspensa, além do uso de tornozeleira eletrônica por 12 meses.

No mesmo veredito, os magistrados fixaram inelegibilidade de 45 meses, dos quais 30 foram suspensos — período já considerado cumprido — e mantiveram multa de € 100 mil (cerca de R$ 580 mil). Le Pen, 55, foi condenada em 2025 por utilizar € 1,4 milhão do Parlamento Europeu para remunerar funcionários de seu partido enquanto era eurodeputada (2004-2017).

Candidatura confirmada

Horas após a sentença, em entrevista à emissora pública TF1, Le Pen reafirmou que será candidata pela quarta vez e disse que pretende entrar com novo recurso na Corte de Cassação, o que, segundo ela, suspenderia o monitoramento eletrônico. “Não mudarei de opinião”, declarou. “Jordan Bardella e eu iniciaremos em breve a campanha presidencial.”

A eventual campanha com tornozeleira chegou a alimentar especulações de que o posto poderia ficar com Bardella, 30, presidente da RN e principal rosto do partido nas redes sociais. Le Pen, porém, afastou essa possibilidade.

Possível redução de pena

Leis francesas preveem redução de pena por bom comportamento, o que pode retirar o dispositivo eletrônico já em janeiro de 2027. A deputada afirmou esperar liberação — ou até absolvição — antes disso.

Repercussão política

O presidente Emmanuel Macron, em visita à Síria, evitou comentar o caso. Rivais já lançados para 2027 reagiram: Othman Nasrou (Republicanos) acusou Le Pen de “tomar a democracia como refém”; Gabriel Attal (Renascimento) apontou “dimensão moral” na candidatura de uma condenada; Édouard Philippe disse que a decisão cabe a ela; e Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa) conclamou os eleitores a “livrar o país da RN”.

Justiça francesa mantém tornozeleira, mas libera Marine Le Pen para disputar a Presidência em 2027 - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Filha do fundador da antiga Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, Marine passou a última década buscando ampliar o apelo do grupo. Em 2022, sua legenda formou a maior bancada individual da Assembleia Nacional, com 143 deputados.

Com a impossibilidade de Macron disputar um terceiro mandato, a eleição de 2027 promete campo aberto e múltiplas candidaturas, agora incluindo Le Pen — possivelmente ainda monitorada pela Justiça.

Com informações de Folha de S.Paulo

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.