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Médica cria sorveteria em Santos com 60 sabores sem açúcar

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Resumo da Notícia

  • A médica pediatra Giulia Obadia criou em Santos a Dabelu, sorveteria com mais de 60 sabores — todos sem açúcar adicionado, sem lactose e sem glúten, mantendo a cremosidade dos sorvetes tradicionais.
  • A loja fica na Rua Alexandre Herculano, 74, no Boqueirão, e funciona de terça a sábado, das 11h às 19h, e aos domingos, das 14h às 19h30.
  • A ideia nasceu há cerca de dois anos, com testes na cozinha da mãe da médica; hoje a produção é própria, com ingredientes como pastas de pistache e avelã feitos pela equipe, além de linha de salgados fit.

Uma médica pediatra de Santos trocou o consultório — sem abandoná-lo — pela cozinha para provar que sobremesa saudável pode ter gosto de sobremesa de verdade. Giulia Obadia é a criadora da Dabelu, sorveteria no bairro do Boqueirão que oferece mais de 60 sabores de gelato, todos sem açúcar adicionado, sem lactose e sem glúten, sem abrir mão da cremosidade que os fãs de sorvete exigem. A história foi contada pelo jornal A Tribuna.

A Dabelu funciona dentro da Casa Hobby, na Rua Alexandre Herculano, 74, como um café-sorveteria em um espaço pequeno e acolhedor. No cardápio, nomes que disputam atenção com qualquer sorveteria tradicional: Kinder Bueno, Cookies e Brownie, Caju — que, segundo a reportagem, “parece trazer a fruta pura, bem docinha, para a colher” — e Morango Cravejado, inspirado na febre das redes sociais.

O segredo: sem gosto de adoçante

O grande desafio de quem produz doces sem açúcar é justamente o paladar: a maioria das versões “zero” carrega aquele gosto residual de adoçante que denuncia a receita light. Na Dabelu, a proposta é eliminar essa diferença. Os gelatos mantêm sabor e textura equivalentes aos tradicionais, e há ainda opções veganas para quem segue a dieta sem nenhum ingrediente de origem animal.

Outro diferencial está na produção: boa parte dos ingredientes é preparada na própria fábrica da marca, como as pastas de pistache e avelã feitas pela equipe. A ideia é fugir dos ultraprocessados — tema que, como pediatra e mãe, incomoda Giulia profundamente. “Talvez mais que a pediatria, foi a maternidade que me fez ver que o alimento é muito mais do que aquilo que nos sacia. Fico muito incomodada com o consumo de ultraprocessados, e com a Dabelu descobri que dá para comer saudável e gostoso todo dia”, conta a médica.

A proposta, ela ressalta, não é voltada apenas para quem tem restrição alimentar — diabéticos, intolerantes à lactose ou celíacos —, mas para qualquer pessoa que queira comer com mais atenção sem abrir mão da sobremesa. Além dos gelatos, a casa tem uma linha de salgados fit, também sem lactose ou glúten.

Da cozinha da mãe ao negócio

A ideia nasceu há cerca de dois anos, quando Giulia descobriu que era possível fazer sobremesas sem açúcar adicionado e sem o gosto característico de adoçante. Os primeiros testes aconteceram na cozinha da mãe dela, em caráter totalmente caseiro. Alguns dos primeiros experimentos foram desenvolvidos para a amiga Caroline Bernardo — que era também sua paciente — antes mesmo de existir qualquer plano de virar negócio.

O hobby virou empresa: Caroline e o marido, Samuel Amparo, entraram como sócios — Samuel três meses após a abertura, em outubro de 2025. O marido de Giulia, Leonardo Grubman, também faz parte da sociedade. A loja com endereço próprio abriu as portas em julho de 2025 e desde então vem conquistando uma clientela fiel no litoral paulista.

Santos, praia e a nova geração de doces

A aposta de Giulia chega em um momento em que Santos vive uma efervescência gastronômica, com cafés autorais e confeitarias artesanais disputando a atenção de moradores e turistas. Na cidade da praia e do calor o ano inteiro, o sorvete é quase um item de primeira necessidade — e a proposta de uma versão sem açúcar adicionado, sem lactose e sem glúten conversa com um público cada vez maior, que inclui não só quem tem restrição alimentar, mas quem simplesmente quer comer melhor sem abrir mão do prazer.

O formato de café-sorveteria também ajuda: a Dabelu funciona dentro da Casa Hobby, um espaço que mistura loja e café, o que permite ao cliente provar os sabores com calma antes de escolher — e voltar para experimentar os mais de 60 disponíveis aos poucos. Para uma cidade acostumada às sorveterias tradicionais da orla, a novidade é um convite a repensar o que um sorvete “saudável” pode ser.

Quanto custa e quando ir

Os preços acompanham o padrão das gelaterias artesanais: o pote pequeno (80 ml, um sabor) sai por R$ 19; o médio (120 ml, um sabor), por R$ 22; e o grande (150 ml, até dois sabores), por R$ 26. Para levar para casa, há o pote de 700 ml (até dois sabores) por R$ 98 e o de 1,3 litro (até três sabores) por R$ 175.

Na linha de salgados, as opções incluem ovos mexidos com pão sem glúten (R$ 21), dadinhos de tapioca com geleia de pimenta artesanal, com 12 unidades (R$ 38), coxinha de frango com 5 unidades (R$ 31), pão de queijo com queijo da Canastra (R$ 9) e pão de beijo — feito com mix de tubérculos e tofu — também por R$ 9.

A Dabelu abre de terça a sábado, das 11h às 19h, e aos domingos, das 14h às 19h30. Em uma cidade famosa pelas sorveterias tradicionais à beira-mar, a aposta da médica pediatra mostra que há espaço — e paladar — para uma nova geração de sobremesas: as que provam que saudável e gostoso podem, sim, morar na mesma colher.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.