Resumo da Notícia

  • O Palmeiras perdeu por 1 a 0 para o Fluminense nesta quarta-feira (21), no Nubank Parque, mas venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3 e se classificou para a final da Copa Libertadores.
  • Hércules marcou aos 36 minutos do segundo tempo, após jogada de Wesley Natã, e igualou o placar agregado em 2 a 2; nas cobranças, Carlos Miguel defendeu o chute de Nonato e Marlon Freitas converteu o pênalti decisivo.
  • É a oitava final de Libertadores do Palmeiras, a quarta sob o comando de Abel Ferreira; a decisão será em 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra Flamengo ou Estudiantes.

O Palmeiras está na final da Copa Libertadores pela oitava vez em sua história. Na noite desta quarta-feira (21), no Nubank Parque, em São Paulo, o Verdão perdeu para o Fluminense por 1 a 0 no tempo normal, viu a vantagem construída no jogo de ida desaparecer, mas venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3 e garantiu a vaga na decisão continental. O herói da classificação foi o goleiro Carlos Miguel, que defendeu a cobrança de Nonato e abriu caminho para Marlon Freitas converter o pênalti decisivo, segundo o ge.

Vantagem da ida e um primeiro tempo de poucas chances

O Palmeiras chegou à partida de volta com a vantagem de ter vencido o jogo de ida por 2 a 1, no Maracanã, na quarta-feira passada (14), e jogava pelo empate para avançar. Do outro lado, o Fluminense de Marcão precisava vencer por um gol para levar a decisão aos pênaltis — e tentou pressionar desde o apito inicial. Logo no primeiro minuto, Guilherme Arana tabelou com Hulk e finalizou para boa defesa de Carlos Miguel, na melhor chance do início do jogo, de acordo com a ESPN.

Depois do susto, a partida caiu em um ritmo de estudo. O Palmeiras respondeu com finalizações de média distância de Piquerez e Barboza, sem perigo para Fábio, e com Giay, que recebeu livre pela direita e bateu por cima. O Fluminense tinha a bola, mas esbarrava na organização defensiva alviverde. Aos 30 minutos, o Tricolor perdeu o zagueiro Julián Millán, que sentiu a coxa e deu lugar a Ignácio. Sem Vitor Roque, Abel Ferreira manteve o ataque com Jhon Arias e Flaco López, mas o setor ofensivo produziu pouco, como destacou a Gazeta Esportiva, e o primeiro tempo terminou sem gols.

Hércules empata o agregado aos 36 do segundo tempo

O Fluminense voltou do intervalo com Kevin Serna no lugar de Savarino, em busca de mais presença ofensiva. O Palmeiras, por sua vez, passou a trabalhar melhor a bola e criou as chances para matar a semifinal: aos 17 minutos, Abel trocou Flaco López por Ramón Sosa; Andreas Pereira saiu livre e chutou por cima, e o próprio Sosa acertou o lado de fora da rede. Os números mostram o contraste da noite: segundo o Flashscore, o Verdão terminou o jogo com mais posse de bola e 12 finalizações, mas acertou o alvo apenas uma vez.

Marcão mexeu de novo aos 34 minutos, com as entradas de Samuel Xavier e Wesley Natã. Três minutos depois, a aposta decidiu o jogo: Wesley Natã abriu espaço e serviu Hércules na entrada da área; o meio-campista bateu colocado, de primeira, e venceu Carlos Miguel, aos 36 minutos do segundo tempo. Era o 1 a 0 que igualava o agregado em 2 a 2 e levava a semifinal para os pênaltis. Abel respondeu com Maurício, Paulinho e Khellven, e Sosa ainda obrigou Fábio a defender, mas o placar não mudou.

Carlos Miguel decide, e o Palmeiras converte as cinco cobranças

Na disputa de pênaltis, o Palmeiras foi perfeito. Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Piquerez converteram as quatro primeiras cobranças alviverdes. Pelo Fluminense, Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana também marcaram, mas a quarta cobrança tricolor parou no herói da noite: Nonato bateu e Carlos Miguel defendeu, garantindo a vantagem que o Verdão não desperdiçou. Coube a Marlon Freitas, na quinta cobrança, fechar a série em 5 a 3 e soltar a festa no Nubank Parque, conforme registrou a Sportradar.

Não foi a primeira vez que Carlos Miguel decidiu uma classificação nesta Libertadores: nas quartas de final, contra a LDU, o camisa 1 já havia brilhado na disputa de pênaltis, como lembrou a Gazeta Esportiva. De acordo com o Flashscore, foi a décima vitória do Palmeiras em 14 disputas de pênaltis na história do torneio.

Abel revela protocolo de pênaltis e fala em “missão cumprida”

Depois da partida, Abel Ferreira resumiu o sentimento com uma frase curta: “missão cumprida”. Segundo a Gazeta Esportiva, o treinador destacou o controle emocional da equipe depois do gol sofrido no fim e agradeceu aos jogadores: “Sou o que sou porque eles são, porque acreditam”, afirmou. O português também valorizou a nova decisão continental do clube sob o seu comando: “Normalizamos algo muito difícil, chegar na final da Libertadores.”

Abel revelou ainda os bastidores da disputa. De acordo com o Flashscore, o treinador contou que criou um protocolo para as cobranças depois de uma sequência de eliminações nos pênaltis: “Nós perdemos tanto nos pênaltis, que eu criei um protocolo, e ponto. Não há receitas mágicas”, disse. Como de costume, ele não assistiu às cobranças em campo. E já virou a chave: “Vamos guardar isto na gaveta, porque daqui a três dias temos mais uma final para jogar aqui em casa”, afirmou, em referência ao duelo de sábado (24) contra o Bragantino, pelo Brasileirão — torneio em que o Verdão está um ponto atrás do líder e que segue com a briga quente na parte de baixo, como mostrou o empate entre Corinthians e Vitória na rodada.

Oitava final e a espera por Flamengo ou Estudiantes

Com a classificação, o Palmeiras chegou à oitava final de Libertadores e se isolou como o terceiro clube com mais decisões na história do torneio, atrás apenas do Boca Juniors, com 12, e do Peñarol, com 10, de acordo com o site oficial do clube. É a quarta final alviverde nas últimas sete edições (2020, 2021, 2025 e 2026). Tricampeão em 1999, 2020 e 2021, o Verdão buscará o tetracampeonato — e, se o adversário for o Flamengo, terá o gosto extra da revanche: na final de 2025, em Lima, os cariocas venceram por 1 a 0 e ficaram com a taça.

Abel Ferreira também escreveu o seu nome na história: o português chegou à quarta final de Libertadores como treinador e igualou Felipão, Luis Cubilla e Roberto Scarone; o recordista é Carlos Bianchi, com cinco decisões, segundo o Flashscore. O adversário do Palmeiras sai nesta quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã, do confronto entre Flamengo e Estudiantes, que empataram por 0 a 0 na ida, em La Plata. A final está marcada para 28 de novembro, em jogo único, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

A semana do futebol sul-americano, aliás, também foi de decepção para outro brasileiro: na terça-feira (20), o Vasco foi eliminado pelo Boca Juniors na Sul-Americana, em pleno Maracanã. E o esporte brasileiro colecionou boas notícias fora dos gramados, com o quinto lugar do Brasil na final por equipes do Mundial de Ginástica. Para o torcedor palmeirense, porém, nada disso importa agora: o Verdão está, mais uma vez, a um jogo da glória eterna.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.