As forças de segurança do Paquistão efetuaram neste domingo (28) uma operação terrestre ao longo da fronteira com o Afeganistão, acompanhada de “ataques calibrados” contra refúgios de grupos armados. De acordo com autoridades paquistanesas, 29 militantes foram mortos.
Horas depois, o governo afegão informou que a ofensiva provocou a morte de 38 civis e deixou 163 feridos. Cabul não detalhou em que localidades as vítimas foram registradas.
Em mensagem divulgada na rede X (antigo Twitter), o ministro paquistanês da Informação, Attaullah Tarar, afirmou que a ação respondeu a “múltiplos ataques” recentes contra alvos dentro do Paquistão.
Escalada após ataque em Karachi
A incursão ocorreu um dia depois de um atentado à sede regional da força paramilitar Rangers, em Karachi, que matou três soldados. Três agressores foram abatidos pelas tropas paquistanesas, e um quarto — identificado como cidadão afegão — foi capturado ferido. O grupo Jamaat-ul-Ahrar, facção dissidente do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), reivindicou a autoria do ataque.
Alvo: Tehrik-e-Taliban Pakistan
Segundo Tarar, a ação de domingo mirou esconderijos do TTP, movimento diferente do Talibã afegão, embora aliado. O Paquistão culpa o TTP por grande parte da violência contra forças de segurança no país.
Fronteira em tensão constante
A operação terrestre sucede bombardeios aéreos realizados há menos de três semanas pelo Paquistão no território afegão, também contra supostos redutos de militantes. Desde fevereiro, confrontos transfronteiriços já deixaram centenas de mortos, mesmo após tentativas de mediação internacional, inclusive reuniões patrocinadas pela China em abril.
Imagem: Internet
Islamabad acusa o governo do Talibã afegão de oferecer abrigo a grupos que praticam atentados no Paquistão; Cabul nega.
Até o momento, não há confirmação independente sobre o número de mortos apresentados pelos dois países.
Com informações de G1