As mudanças promovidas por Carlo Ancelotti durante a derrota da seleção brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, foram apontadas como decisivas para a eliminação. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (6) pelos comentaristas Rodrigo Mattos, Igor Siqueira e Renan Teixeira no programa “Fim de Papo”, do Canal UOL.
Rodrigo Mattos classificou as substituições como “desastrosas”. Segundo ele, a entrada de Neymar e a consequente deslocação de Endrick para o lado direito desmontaram o sistema tático da equipe:
“Ele decidiu colocar o time da galera, com Neymar e Endrick, mas foi um desastre. O time perdeu pressão, a Noruega avançou e o Endrick errou muito”, disse Mattos.
O jornalista acrescentou que a comissão técnica já conhecia a fragilidade defensiva de Endrick sem a bola. Um lance em que o atacante foi batido no um contra um e resultou em cruzamento perigoso foi citado como exemplo.
Postura passiva preocupa
Para Igor Siqueira, o Brasil abdicou do controle do jogo e adotou uma postura excessivamente defensiva diante de uma Noruega que circulou a bola até encontrar espaço. “Ancelotti optou por uma estratégia muito passiva, sem a bola”, afirmou.
Renan Teixeira concordou que a entrada de Endrick expôs o lado direito e reforçou a impressão de que o treinador preferia opções mais comprometidas defensivamente. O ex-volante também destacou que a equipe já estava “muito baixa” em campo antes das trocas, com pouca agressividade na marcação.
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Segundo Teixeira, o plano de baixar as linhas para reduzir o espaço do atacante Erling Haaland fazia sentido, mas exigia maior pressão sobre quem conduzia a bola. “Os meio-campistas da Noruega trocavam passes com muita facilidade”, observou.
Com a derrota, o Brasil se despediu da Copa de 2026 sem repetir o desempenho que o colocou entre os favoritos ao título.
Com informações de UOL