A África do Sul se despediu da Copa do Mundo nas oitavas de final, derrotada pelo Canadá com gol nos acréscimos do segundo tempo. Após a eliminação, o técnico Hugo Broos declarou que a diferença de nível entre o futebol local e o torneio mundial ficou evidente e atribuiu a responsabilidade pela evolução da seleção aos clubes do país.
“Um ou dois degraus abaixo”
Broos reconheceu que a Premier Soccer League (PSL) não acompanha a exigência técnica e física da Copa. Segundo o belga, a maioria dos convocados atua na liga doméstica, o que teria exposto carências diante dos canadenses.
“Este torneio está um, talvez dois níveis acima da PSL. Vocês viram hoje o que ainda nos falta. Isso precisa ser trabalhado nos clubes”, afirmou.
O treinador mencionou o Mamelodi Sundowns, dominante no campeonato nacional e campeão africano, como exemplo de sucesso interno que não garante competitividade internacional. Para ele, a potência e a velocidade demonstradas por adversários são requisitos que o futebol sul-africano ainda não alcançou.
Contrato indefinido
Aos 74 anos, Broos evita falar sobre futuro. Seu vínculo com a federação termina ao fim do Mundial, mas o técnico diz que não tomará decisões “de cabeça quente”.
“Perdemos porque faltou potência e velocidade. Falei disso muitas vezes, mas ninguém acreditou”, declarou, reforçando que o futebol moderno exige mais do que técnica.
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Campanha histórica
Mesmo com a frustração, Broos destacou o feito de levar os Bafana Bafana ao primeiro mata-mata de sua história. A seleção não disputava uma Copa há 24 anos; em 2010, participou como país-sede e foi eliminada na fase de grupos.
“Chegar às oitavas já seria um pequeno milagre, mas fizemos história e estou orgulhoso da equipe”, concluiu.
Com informações de UOL Esporte