Teerã adota esquema de guerra para funeral de três dias de Ali Khamenei

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Teerã instalou um dos maiores aparatos de segurança de sua história para receber, a partir deste fim de semana, o funeral de Estado de três dias do aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, aos 86 anos, durante bombardeios atribuídos a Israel e aos Estados Unidos.

Homenagens e cronograma

A primeira cerimônia ocorreu na noite de quinta-feira (2) com familiares de vítimas da Guerra Irã-Iraque, membros do gabinete do antigo líder supremo e integrantes da Guarda Revolucionária. O acesso do público começa na noite de sexta, com abertura oficial dos portões às 6h de sábado (4) no complexo religioso de Mosalla, que permanecerá aberto ininterruptamente até segunda-feira (6).

Na terça (7), o caixão seguirá em cortejo pelas ruas da capital até a cidade sagrada de Qom. Na quarta (8), passará pelo Iraque e, em 9 de julho, será enterrado em Meshed, sua cidade natal, no nordeste do Irã.

Multidão esperada

As autoridades estimam entre 15 milhões e 20 milhões de participantes somente na capital durante as homenagens. O evento é considerado uma demonstração de força após quase 40 dias de guerra que deixou milhares de civis mortos e matou altos dirigentes iranianos.

Ao lado do caixão de Khamenei também serão velados parentes que morreram no mesmo ataque: uma filha, um genro, uma nora e uma neta. Cartazes espalhados por Teerã exaltam o antigo líder como “mártir” e exibem sua imagem com o punho erguido.

Líderes estrangeiros

Delegações de cerca de 30 países são esperadas. Confirmaram presença o ex-presidente russo Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o dirigente do Parlamento chinês He Wei. Nenhum chefe de governo europeu foi convidado.

A participação de Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder e atual líder supremo desde março, segue incerta. Segundo a imprensa estatal, ele ficou ferido nos ataques que mataram o pai e, desde então, comunica-se apenas por mensagens escritas.

Cidade sob bloqueio

Um amplo perímetro no centro de Teerã está fechado a veículos. O aeroporto opera de forma reduzida e suspenderá totalmente as atividades na segunda-feira, declarada feriado nacional. Centros comerciais estão fechados e empresas receberam ordem para interromper o funcionamento.

O governo afirma que esta será a maior cerimônia fúnebre da história do país. Em 1989, cerca de 10 milhões de pessoas participaram do funeral do aiatolá Ruhollah Khomeini, ocasião marcada por tumultos que causaram mais de dez mortes.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.