Reserva (PR) – Ventos estimados em 200 km/h atingiram a comunidade Imbú, zona rural de Reserva, nos Campos Gerais, no domingo (28), quando um tornado de categoria F2 varreu o local e provocou estragos generalizados.
A dona de casa Edver de Fátima Antunes, que se abrigou com a família atrás de um guarda-roupa, descreveu o momento como “um filme de terror”. Ninguém da residência ficou ferido, mas grande parte da estrutura foi destruída.
Danos e balanço oficial
De acordo com a prefeitura, 11 moradias sofreram danos significativos. No total, 50 pessoas foram afetadas e 10 delas ficaram desalojadas, precisando se hospedar na casa de parentes ou amigos. Um morador teve ferimentos leves. Árvores foram arrancadas, veículos danificados e destroços ficaram espalhados por grande área.
Análise de especialistas
Equipes do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) vistoriaram o rastro de destruição e confirmaram a classificação F2 na Escala Fujita. Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, a presença de grandes árvores arrancadas, copas de araucárias destruídas e objetos arremessados em diferentes direções indicou o movimento rotativo típico de tornados.
Escala Fujita
No Brasil, o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional, que estabelece:
• F0 – 65 a 116 km/h: danos leves
• F1 – 116 a 180 km/h: danos moderados
• F2 – 180 a 253 km/h: danos consideráveis
• F3 – 253 a 332 km/h: danos severos
• F4 – 332 a 418 km/h: danos devastadores
• F5 – 418 a 511 km/h: destruição extrema

Imagem: tornado no Paraná diz que tal pare
Ocorrências recentes
Entre o fim de 2025 e o início de 2026, o Paraná registrou cinco tornados em Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava, Turvo, Mercedes e São José dos Pinhais. O mais grave, F3, destruiu 90% das edificações de Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025, com ventos entre 300 km/h e 330 km/h.
Região propensa
Especialistas apontam o Paraná como parte do segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das planícies centrais dos Estados Unidos. A combinação de massas de ar quente e frio, além da atuação de frentes frias e ciclones no litoral sul brasileiro, favorece a formação de tempestades severas no estado.
Os meteorologistas mantêm o monitoramento e alertas para novos temporais em 116 municípios paranaenses.
Com informações de G1