O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na segunda-feira, 13 de julho de 2026, que pretende “eliminar” a montanha de Pickaxe, localizada na região central do Irã. O anúncio foi feito durante entrevista ao radialista conservador Hugh Hewitt.
Trump afirmou que Washington monitora intensamente a área e advertiu: “Digam aos iranianos para estarem preparados. Provavelmente vamos atacar Pickaxe em um futuro relativamente próximo”.
Por que Pickaxe é alvo
A montanha abriga parte fundamental do programa nuclear iraniano. Ao lado dela funciona a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, a cerca de 300 quilômetros ao sul de Teerã, uma das instalações mais protegidas do país. Túneis escavados sob Pickaxe, segundo especialistas consultados pela Reuters, possivelmente guardam equipamentos essenciais para o enriquecimento de urânio, embora o conteúdo exato não seja conhecido.
O Irã sustenta que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico; já o urânio altamente enriquecido produzido em Natanz pode servir para a fabricação de armas atômicas. A área foi alvo de ataques recentes atribuídos a Estados Unidos e Israel, mas a extensão dos danos ainda não foi esclarecida.
Arma norte-americana para alvos subterrâneos
Para atingir estruturas protegidas sob a montanha, seriam necessárias bombas perfuradoras – também chamadas de antibunker. O principal artefato norte-americano dessa categoria é a GBU-57 A/B, ou MOP (Massive Ordnance Penetrator). Pesando cerca de 14 toneladas e com seis metros de comprimento, a bomba é projetada para atravessar solo, concreto e rocha antes de detonar.
De acordo com a Força Aérea dos EUA, apenas o bombardeiro furtivo B-2 Spirit pode lançar a MOP. Estimativas indicam que o explosivo consegue penetrar aproximadamente 61 metros antes da explosão, e múltiplos artefatos podem ser lançados em sequência contra alvos muito profundos. Embora a ogiva seja convencional, especialistas alertam para o risco de liberação de material radioativo caso a detonação atinja instalações nucleares.

Imagem: Internet
A Reuters ouviu analistas que acreditam que os túneis sob Pickaxe podem ter sido construídos em profundidade suficiente para resistir até mesmo à GBU-57, a bomba antibunker mais potente do arsenal dos Estados Unidos.
O Departamento de Defesa norte-americano não confirmou oficialmente operações anteriores na região nem detalhou o armamento utilizado.
Com informações de G1