O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (27) que o Irã “deixará de existir” caso volte a romper o cessar-fogo firmado entre os dois países.
Em mensagem publicada na rede social Truth Social, Trump acusou Teerã de ter quebrado o acordo e afirmou que essa violação motivou os bombardeios norte-americanos executados na noite de hoje contra depósitos de mísseis e drones iranianos na região do Estreito de Ormuz.
O chefe da Casa Branca acrescentou que, se necessário, os Estados Unidos poderão “ser forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso”.
Novos ataques dos EUA
Poucas horas antes da declaração de Trump, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou, na rede social X, que forças americanas realizaram novos ataques a instalações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz. Segundo o órgão, a ação foi resposta ao lançamento de um drone iraniano que atingiu, na manhã deste sábado, um petroleiro de bandeira panamenha.
De acordo com o CENTCOM, aeronaves militares atingiram infraestrutura de vigilância, sistemas de comunicação, posições de defesa aérea, depósitos de drones e locais usados para lançamento de minas. A nota acrescentou que o tráfego de navios comerciais pelo estreito deve prosseguir normalmente.
Escalada na região
As autoridades iranianas ainda não comentaram os bombardeios mais recentes. Na sexta-feira (26), os Estados Unidos já haviam atacado alvos semelhantes, incluindo depósitos de mísseis, drones e radares costeiros.
Imagem: REUTERS
A tensão aumentou na quinta-feira (25), quando um drone iraniano atingiu o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Foi o primeiro ataque a uma embarcação comercial desde a assinatura do cessar-fogo.
Trump classificou o episódio como uma “violação insensata” do acordo e autorizou retaliações contra instalações militares iranianas na área. Conforme o CENTCOM, esses primeiros bombardeios miraram depósitos de mísseis e drones, além de radares costeiros usados por Teerã.
Até o momento, não há registro de novas negociações entre Washington e Teerã para restaurar o entendimento interrompido.
Com informações de CNN Brasil