O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no National Mall, em Washington, na noite deste sábado (4), após um atraso provocado por mau tempo que obrigou a evacuação temporária do público. Mesmo com a chuva e relâmpagos, o chefe de Estado afirmou que “nada” impediria a celebração do Dia da Independência.
“Se precisarmos falar diante de uma única pessoa às 4h da manhã, estarei aqui. Não há como nos deterem”, declarou, sob aplausos. O Serviço Secreto precisou revistar novamente quem retornou ao local após a tempestade; parte da plateia preferiu ir embora. “Sinto muito por quem não conseguiu voltar, mas vocês que ficaram são pessoas muito especiais, e nós temos um país muito especial”, acrescentou.
Trump transformou o contratempo em tom positivo. “Esta é uma noite histórica — maior do que seria sem os relâmpagos. É um pouco mais inconveniente, mas, de certa forma, mais bonita”, comentou.
Referência à primeira bandeira
No palco, o presidente exibiu o que descreveu como uma das primeiras bandeiras dos EUA, datada de 1777, com 13 estrelas e 13 listras representando os estados que declararam independência. Ele lembrou que o estandarte “tremulou triunfante” na Batalha de Yorktown e celebrou “o triunfo da liberdade sobre a tirania” desde 4 de julho de 1776.
Ataques ao comunismo
Ao longo do pronunciamento, Trump voltou a atacar o comunismo. “O comunismo é um perdedor, sempre será. Esse sistema jamais funcionou e é o oposto do sistema americano”, afirmou. Ele disse que os Estados Unidos “nunca serão um país comunista” e ressaltou que militares norte-americanos combateram a ideologia “em campos de batalha ao redor do mundo”.
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SAVE America Act
Em meio às homenagens aos veteranos, o republicano defendeu o projeto federal de reforma eleitoral de sua autoria, batizado de SAVE America Act. Segundo ele, a proposta exige apresentação de documento oficial com foto e comprovante de cidadania para votar. “Não haverá votos pelo correio, exceto em casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagem, e não haverá mais fraude eleitoral”, disse, embora ele próprio tenha votado pelo correio em março, na Flórida. O texto enfrenta resistência no Congresso.
Na véspera, Trump também mencionou o projeto durante discurso no Monte Rushmore, que contou com a presença do líder da maioria no Senado, John Thune.
Com informações de CNN Brasil