Washington, 1º.jul.2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que norte-americanos e iranianos “estão se dando muito bem” durante as tratativas para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. A declaração foi feita poucas horas depois de Teerã recusar uma reunião direta com enviados de Washington em Doha, no Qatar, o que prolonga o impasse para um acordo de paz duradouro.
Trump disse a jornalistas, antes de embarcar no novo Air Force One, que “a desnuclearização do Irã está avançando bem” e elogiou as ações militares conduzidas pelos EUA em território iraniano. “Nós os atingimos fortemente”, afirmou o republicano.
Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, descartou qualquer encontro presencial com os representantes norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que permaneceram em conversas apenas com mediadores na capital qatari. “Nenhuma reunião em qualquer nível com o lado americano está agendada para os próximos dias”, declarou.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, Trump chegou a considerar retomar ataques militares contra alvos iranianos para destravar as negociações, mas optou por conceder mais tempo ao diálogo diplomático.
Disputa no Estreito de Hormuz
A navegação na principal hidrovia que conecta o Golfo Pérsico ao resto do mundo foi parcialmente retomada após a eclosão dos combates em fevereiro. Teerã alega ter direito de controlar o tráfego e pretende cobrar pedágio dos navios a partir de agosto. Os Estados Unidos rejeitam a taxa. O vice-presidente americano, JD Vance, informou que o fluxo de petróleo já voltou aos níveis normais e que o Irã será impedido de fazer a cobrança.
Apesar da recente tensão militar, os preços internacionais do petróleo caíram. A Organização das Nações Unidas alerta, porém, que a inflação global de alimentos e combustíveis continua a ameaçar as economias mais vulneráveis.
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Reflexos no Líbano
O acordo provisório em discussão também busca pôr fim aos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano. O presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, manifestou ceticismo quanto à viabilidade do plano mediado pelos americanos. Analistas avaliam que a exigência de desarmar o Hezbollah pode atrasar a retirada das tropas israelenses, dificultando a consolidação de uma trégua definitiva na região.
As conversas devem prosseguir nos próximos dias, mas ainda não há agenda definida para novas reuniões diretas entre Washington e Teerã.
Com informações de UOL Notícias