A Ucrânia não conseguiu interceptar nenhum dos 23 mísseis balísticos disparados pela Rússia contra Kiev na madrugada desta segunda-feira, 6 de julho de 2026, segundo a Força Aérea ucraniana. A investida incluiu também drones e deixou 22 mortos, de acordo com autoridades locais.
O bombardeio antecede a cúpula da Otan, que começa nesta terça (7) em Ancara, Turquia. O encontro deve reunir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na tentativa de impulsionar negociações para encerrar o conflito, que entra no quinto ano.
Mortes e danos
Equipes de resgate seguiram procurando vítimas nos escombros ao longo da manhã. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que 12 pessoas morreram na capital e mais de 50 ficaram feridas. Em um dos bairros, os corpos de um casal e do filho foram encontrados sob os destroços, informou o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha.
O ataque acontece quatro dias depois de um bombardeio em 2 de junho que matou 31 pessoas em Kiev, o mais letal deste ano.
Escassez de interceptadores Patriot
A falha em neutralizar os mísseis expôs a falta de interceptadores Patriot, sistema de defesa antiaérea entregue pelos Estados Unidos em 2025 e considerado o único capaz de derrubar projéteis balísticos de alta velocidade no arsenal ucraniano. Zelensky reiterou, em publicação na rede X, que o país precisa de mais unidades do equipamento e cobrou “decisões firmes” na reunião da Otan.
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“Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos estoques de nossos aliados, a Rússia só se sentirá encorajada a continuar destruindo edifícios residenciais”, escreveu o líder ucraniano.
A ofensiva russa marca uma intensificação na guerra aérea, em meio ao avanço lento das tropas de Moscou em terra. O Kremlin já classificou o uso do Patriot na Ucrânia como “provocação”.
Com informações de G1