O número de protestos por inadimplência em taxas condominiais mais que dobrou em Campinas (SP) em 2025. Registros de cartórios apontam 89 anotações no ano passado, ante 40 ocorrências em 2024, pressionando o caixa de vários empreendimentos e aumentando a busca por medidas de cobrança mais rígidas.
Consequências imediatas
Ao ter o débito protestado, o morador passa a constar em cadastros de proteção ao crédito, o que dificulta a contratação de empréstimos, financiamentos e a obtenção de cartões. A dívida pode ser levada a protesto já no primeiro dia após o vencimento.
Impacto nos condomínios
Com 14 anos de atuação, o síndico profissional William Silva explica que a tentativa inicial é negociar diretamente com o devedor. “Nos primeiros 30 dias a administradora ainda faz a cobrança, mas, depois disso, o impacto financeiro no condomínio se torna significativo”, afirma.
Responsável por 16 empreendimentos, o síndico Reginaldo Ribeiro observa que a inadimplência pesa ainda mais nos condomínios pequenos. “Em um prédio de seis unidades, quando um morador deixa de pagar, perdemos cerca de 17% da receita”, calcula. Ele relata casos de débitos entre R$ 25 mil e R$ 35 mil.
Imagem: dívidas de cdomínio mais que dobram
Risco de ações judiciais e leilão do imóvel
Para retirar o protesto, o proprietário precisa quitar ou negociar o valor devido e arcar com as custas cartorárias, calculadas conforme o montante da dívida. Se a pendência permanecer, o condomínio pode recorrer à Justiça; em situações extremas, o imóvel do devedor pode ir a leilão.
Com informações de g1