Justiça paulista mantém prisão preventiva de empresário suspeito de se passar por médico

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São Paulo – A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou habeas corpus ao empresário Wellington Augusto Mazini Silva, detido desde fevereiro por exercício ilegal da medicina em Cananéia, no litoral sul paulista.

Prisão segue válida

O colegiado entendeu que a liberdade do investigado representaria risco à ordem pública e poderia prejudicar as apurações. Em março, um pedido liminar já havia sido rejeitado. A defesa pretendia substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, alegando que Mazini é réu primário, não possui antecedentes e cooperou com as autoridades, argumentos que não convenceram os desembargadores.

Uso de CRM de médico falecido

De acordo com o Ministério Público, o empresário utilizou o registro profissional do médico Enrico Di Vaio, seu sócio em uma clínica da capital, para atender pacientes no hospital de Cananéia. Aos investigadores, Mazini afirmou ter agido a mando de Di Vaio e disse que receberia R$ 1,5 mil pelo serviço. O médico morreu no fim de fevereiro.

A fraude foi descoberta quando o suspeito mencionou ter visualizado a vesícula de uma paciente que, segundo exames, não possuía o órgão. Preso em flagrante, ele teve a detenção convertida em preventiva.

Ações cíveis por danos morais

Cinco mulheres que realizaram ultrassonografias transvaginais com Mazini ingressaram na Justiça pedindo R$ 250 mil de indenização — R$ 50 mil para cada uma — por dano moral. Na petição, o advogado Bruno Ribeiro de Almeida classificou a situação como “extrema exposição e vulnerabilidade” e apontou falha de fiscalização da empresa gestora do serviço de saúde e do município de Cananéia.

O então defensor de Mazini, Celino Barbosa Netto, declarou, na época, que o cliente ainda não fora citado nem na esfera criminal nem nas ações cíveis. Ele não integra mais a equipe de defesa.

Acusações anteriores

Investigação do g1 indica que, em setembro de 2025, Mazini já havia sido denunciado em Santo Amaro, na Grande São Paulo, por associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita. Conforme a queixa, ele teria se passado pelo mesmo médico e realizado pelo menos dez atendimentos, incluindo ultrassonografias de próstata, vias urinárias e abdômen total.

O Ministério Público denunciou o empresário por estelionato, exercício ilegal da medicina, falsidade material e perigo para a vida, crimes que, somados, podem resultar em pena de até 13 anos de prisão. A nova defesa de Mazini sustenta que a acusação é “inflada” e que o processo ainda está na fase inicial.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.