Museu surge em Porto Alegre com obras retiradas do lixo, de Debret a Maria Di Gesú

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Um acervo formado ao longo de 15 anos de coleta de materiais descartados nas ruas de Porto Alegre transformou a casa do reciclador Jacson Carboneiro em ponto cultural aberto ao público. No Museu de Resgates, instalado no loteamento Santa Terezinha, na Vila dos Papeleiros, Zona Norte da capital gaúcha, mais de 500 itens catalogados contam histórias que iriam para o lixo.

Entre as peças, destacam-se um exemplar de “Viagem Pitoresca e Histórica pelo Brasil”, do pintor francês Jean-Baptiste Debret; uma gravura exclusiva da italiana Maria Di Gesú, que viveu em Porto Alegre; e um quadro pintado em 1995 pelo catarinense Walmor Corrêa, autenticado pelo próprio artista.

A coleção começou com uma revista da Xuxa, guardada por Jacson para mostrar aos filhos “como eram os tempos passados”. Os materiais permaneceram encaixotados até sete anos atrás. Em 2019, o fotógrafo e artista Cristiano Sant’anna conheceu o acervo e incentivou a organização da mostra permanente.

Segundo Cristiano, o museu provoca reflexão sobre consumo e descarte na cidade: “Temos objetos aqui que fazem perguntar como ainda não existe política pública que inclua de verdade quem lida com os resíduos sólidos”.

O espaço também homenageia o pai de Jacson, ex-presidente da Associação de Reciclagem Ecológica da Vila dos Papeleiros (Arevipa). “O museu é da comunidade”, diz Wallace Carboneiro, 9 anos, que ajuda a cuidar do local e espera ampliá-lo.

A visitação é gratuita e deve ser agendada pelas redes sociais do Museu de Resgates.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.