MP pede afastamento de delegado em Roraima por histórico de agressões a mulheres

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O Ministério Público de Roraima (MPRR) solicitou à Justiça o afastamento do delegado da Polícia Civil Alexandre Henrique de Matos Lima, 50 anos, apontando um “padrão de agressividade” direcionado a mulheres. Segundo ação protocolada pelo órgão, o policial acumula ao menos 47 procedimentos disciplinares e criminais desde 2005.

Comportamento reiterado

De acordo com o MPRR, os episódios não são casos isolados, mas evidenciam “misoginia institucionalizada” e uso da função para intimidar vítimas. A representação cita ocorrências envolvendo uma agente da Polícia Civil, duas funcionárias de um condomínio e a própria esposa do delegado, que tem medida protetiva de urgência.

Episódios recentes

• Julho de 2025 – Delegacia-Geral da Polícia Civil: uma agente recém-ingressa pediu que Matos Lima retirasse seu carro de uma vaga destinada a viaturas. O delegado, segundo o MP, reagiu chamando-a de “vagabunda” e afirmou que iria “mandar prender” a servidora.

• Junho de 2026 – Condomínio em Boa Vista: ao ser informado sobre regras de mudança, o delegado xingou duas funcionárias com palavrões, tomou o telefone de uma delas e mencionou ter fuzis no veículo. Ainda conforme a ação, o tom agressivo cessou quando o subsíndico se identificou como general do Exército.

Histórico de processos

O documento detalha investigações por abuso de autoridade, ameaças e extorsão. Entre elas:

• 2007 – suspeita de exigir R$ 10 mil para liberar um preso;

• 2013 – 11 termos circunstanciados por injúria e ameaça, incluindo ofensas ao então delegado-geral adjunto;

• 2015 – sindicância por abuso de autoridade contra um migrante venezuelano em Amajari, ocasião em que teria se apresentado como corregedor.

Muitos procedimentos foram arquivados ou resultaram em absolvição administrativa, o que, para o MP, reforçou a sensação de impunidade.

Pedidos do Ministério Público

Além do afastamento imediato, o órgão requer:

  • Suspensão do porte de arma e recolhimento do armamento funcional;
  • Bloqueio de acesso aos sistemas da Polícia Civil;
  • Proibição de contato com vítimas e testemunhas;
  • Restrição de entrada em unidades policiais.

Posicionamento da Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Roraima informou que o caso tramita em segredo de justiça e que todas as determinações judiciais já foram cumpridas. O g1 procurou o delegado, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações de g1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.