O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não poderão se encontrar até a conclusão do primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi tomada depois que Flávio divulgou, em 15 de julho de 2026, uma carta escrita pelo pai durante a prisão domiciliar.
No texto, Jair Bolsonaro pede que aliados superem divergências internas e defende o nome de Flávio como “melhor opção” para concorrer à Presidência da República em 2026. A publicação ocorreu nos perfis do senador em redes sociais, o que, segundo Moraes, viola a proibição imposta ao ex-chefe do Executivo de usar essas plataformas, direta ou indiretamente.
Ao analisar o caso, o ministro concluiu que a visita de Flávio ao pai teve como objetivo contornar a restrição. Além de vedar novos encontros, Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre o conhecimento prévio da divulgação da mensagem.
Em entrevista ao podcast “O Assunto”, o repórter Rafael Moraes Moura, da coluna de Malu Gaspar (O Globo), explicou que a decisão do STF também acionou o Ministério Público Eleitoral para investigar possível propaganda antecipada de Flávio. O senador argumenta que essa é a quinta manifestação pública do ex-presidente desde o início da prisão domiciliar e acusa Moraes de interferir no processo eleitoral.
A repercussão interna no PL foi imediata. Dirigentes do partido afirmam que a medida poderá impulsionar a pré-candidatura de Flávio, enquanto aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartam, por ora, pedir a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
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Sem permissão para novos contatos presenciais, pai e filho só poderão voltar a se encontrar depois do primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para 4 de outubro.
Com informações de G1