
Resumo da Notícia
- Arrascaeta passou por cirurgia no punho esquerdo na manhã de quinta-feira (1º) e desfalca o Flamengo nos dois jogos da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes
- Recuperação estimada em seis a oito semanas: o meia só poderá voltar aos gramados em uma eventual final continental, prevista para 28 de novembro
- É a quinta lesão do camisa 10 a serviço da seleção uruguaia desde 2019 — no total, 118 dias afastado e 18 partidas oficiais perdidas pelo Flamengo
O Flamengo terá um desfalque de peso na reta decisiva da temporada. Arrascaeta passou por cirurgia no punho esquerdo na manhã de quinta-feira (1º) e está fora dos dois jogos da semifinal da Copa Libertadores contra o Estudiantes. A previsão inicial de recuperação é de seis a oito semanas, o que tira o camisa 10 do momento mais importante do ano rubro-negro.
O procedimento, realizado no Rio de Janeiro, durou pouco mais de uma hora e consistiu no reposicionamento do osso fraturado, com a colocação de uma placa fixada por parafusos. Segundo o Flamengo, a operação foi concluída com sucesso e sem intercorrências. Na noite do mesmo dia, o meia recebeu alta hospitalar, acompanhado do médico do clube Luiz Augusto Macedo, e seguirá se recuperando em casa nos próximos dias.
Horas depois da cirurgia, Arrascaeta tranquilizou a torcida nas redes sociais. Em publicação com foto do braço imobilizado, o uruguaio escreveu “despertamos bem”, em espanhol, sinalizando que o pós-operatório imediato correu dentro do esperado.
Como aconteceu a lesão
A fratura ocorreu na segunda-feira (28), durante o amistoso do Uruguai contra a Coreia do Sul, vencido pela Celeste por 4 a 1. Arrascaeta vivia uma noite de destaque na Ásia: marcou um gol e deu uma assistência na goleada. Pouco depois, escorregou sozinho no gramado e, ao tentar amortecer a queda, apoiou todo o peso do corpo sobre a mão esquerda.
O meia sentiu dores fortes na hora, deixou o campo aos 32 minutos do segundo tempo e foi levado ao hospital, onde os exames confirmaram a fratura no punho esquerdo. A seleção uruguaia divulgou uma imagem do jogador com o braço imobilizado ainda na Ásia, antes do retorno ao Brasil.
Fora das semifinais
Com o prazo de recuperação estimado entre seis e oito semanas, Arrascaeta não estará à disposição para os dois confrontos contra o Estudiantes. O jogo de ida está marcado para 15 de outubro, em La Plata, na Argentina, e a volta será em 22 de outubro, no Maracanã.
Para estar em campo no segundo jogo, o camisa 10 precisaria de uma recuperação em cerca de quatro semanas — cenário tratado como irreal nos bastidores do clube, segundo a ESPN. A perspectiva interna do Flamengo é contar com o uruguaio apenas em uma eventual final da Libertadores, prevista para 28 de novembro.
O local da fratura, no entanto, permite que Arrascaeta mantenha parte do condicionamento físico durante o período de recuperação, o que pode ajudar numa volta mais rápida aos gramados caso a evolução seja positiva.
Jogar com proteção? Médico descarta
Mesmo com a lesão localizada no braço, surgiu entre torcedores a possibilidade de Arrascaeta entrar em campo utilizando algum tipo de proteção no punho. O médico do Flamengo, Fernando Sassaki, porém, explicou por que essa alternativa é considerada inviável.
Segundo o especialista, a fratura do uruguaio exige, quando tratada de forma conservadora, uma imobilização axilo-palmar — que vai da axila até o punho. “Ele não consegue correr direito, se preparar para o chute à bola, que precisa estender o cotovelo… então, uma órtese para ele poder jogar é inviável”, afirmou Sassaki.
A extensão da imobilização comprometeria movimentos necessários até mesmo para ações que não envolvem diretamente o braço, como a corrida e a preparação para o chute. Dessa forma, a possibilidade de antecipar o retorno com uma proteção foi descartada pelo departamento médico.
Quinta lesão em datas Fifa
A contusão atual não é um incidente isolado — é a quinta lesão de Arrascaeta a serviço da seleção uruguaia desde sua chegada ao Flamengo, em janeiro de 2019. O histórico preocupa:
Em 2020, sofreu uma distensão no bíceps da coxa esquerda e ficou afastado por 12 dias. Em 2021, um estiramento na coxa direita o tirou de campo por 44 dias, resultando em 12 partidas perdidas pelo Flamengo — incluindo jogos contra Juventude, Cuiabá, Athletico-PR, Fluminense, Atlético-MG e Corinthians.
Em 2025, um problema no adutor da coxa direita provocou 14 dias de recuperação, com perda de dois compromissos: Internacional e Deportivo Táchira, pela Libertadores. Já em 2026, antes da lesão atual, uma contusão muscular na panturrilha direita afastou o meia por 48 dias.
No total, são 118 dias fora dos gramados e 18 partidas oficiais perdidas pelo Flamengo em razão de lesões sofridas em compromissos com a seleção uruguaia — um retrospecto que reacende o debate sobre o desgaste dos jogadores nas datas Fifa.
O Flamengo sem o camisa 10
A ausência de Arrascaeta muda os planos do Flamengo para as semifinais. Principal articulador do time, o uruguaio é peça central na criação de jogadas e na bola parada. Sem ele, a comissão técnica terá de reorganizar o setor ofensivo para os duelos contra o Estudiantes, adversário tradicionalmente copeiro.
O clube ainda terá compromissos pelo Campeonato Brasileiro no período, o que exige gestão do elenco para manter o desempenho nas duas frentes. A torcida, por sua vez, deposita esperanças numa recuperação dentro do prazo mínimo — e, quem sabe, num retorno heroico em uma eventual final continental.
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