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Aval dos Bombeiros aproxima Vasco x Boca de São Januário

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Resumo da Notícia

  • O Corpo de Bombeiros aprovou a ampliação da capacidade de São Januário para 24.155 torcedores, com 4 mil lugares para visitantes, em avanço importante para o Vasco mandar contra o Boca Juniors o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana.
  • O aval ainda não garante a partida no estádio: faltam as aprovações da Polícia Militar e da Conmebol, que exige mínimo de 30 mil lugares para semifinais.
  • Paralelamente, o Maracanã surge como plano B, com capacidade maior e parecer favorável do policiamento de estádios.

O Vasco deu um passo importante na tentativa de realizar em São Januário o jogo de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro aprovou um laudo que amplia temporariamente a capacidade do estádio para 24.155 torcedores, com 4 mil lugares destinados à torcida visitante — número que atende às exigências da Conmebol para esta fase da competição. A informação foi divulgada pelo jornalista Joel Silva.

O aval, porém, ainda não confirma a realização da partida no Caldeirão. O clube precisa superar outras duas etapas antes de oficializar São Januário como palco do confronto marcado para 20 de outubro: as aprovações da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da própria Conmebol.

O que muda com o laudo

Nos últimos dias, o Vasco apresentou um projeto específico para aumentar a capacidade operacional do estádio, com mudanças na distribuição dos setores, cálculos de ocupação e adequações nos fluxos de saída. O objetivo era permitir a presença de mais torcedores sem comprometer as exigências de segurança — e o plano foi acatado pela corporação.

O número de 24.155 lugares representa um avanço significativo, sobretudo pela reserva de 4 mil ingressos para os argentinos, carga que também facilitaria uma reciprocidade maior para os vascaínos na partida de ida, na Bombonera, marcada para 13 de outubro.

O peso da Colina

Jogar em São Januário não é apenas uma questão logística para o Vasco: é simbólica. O estádio da Colina Histórica é a casa do clube desde 1927 e carrega a fama de “Caldeirão”, onde a torcida costuma empurrar o time em noites decisivas. Decidir uma vaga na final de uma competição continental diante dos seus torcedores, no próprio território, é o cenário dos sonhos da diretoria — e um trunfo esportivo que o clube não quer abrir mão sem lutar.

Por isso, mesmo com o Maracanã oferecendo capacidade muito superior, a diretoria vascaína insiste na tese de São Januário. O apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas conversas com as autoridades reforça a aposta do clube.

O tamanho do desafio

Do outro lado estará o Boca Juniors, um dos clubes mais temidos do continente quando o assunto é mata-mata. A Bombonera, palco do jogo de ida no dia 13 de outubro, é famosa pela pressão que exerce sobre os visitantes — e é justamente por isso que o Vasco quer decidir em casa, com o caldeirão a seu favor. Uma classificação sobre os argentinos colocaria o clube em uma final continental, algo que a torcida espera há anos, e daria ao elenco um impulso esportivo e financeiro para fechar a temporada em alta.

Para o torcedor vascaíno, a conta é simples: 24 mil vozes em São Januário podem valer mais do que o dobro em um estádio neutro. Resta saber se as autoridades e a Conmebol vão comprar essa tese.

As travas que restam

Com a Polícia Militar, a questão é a segurança da partida. O Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) já apresentou parecer favorável à realização do confronto no Maracanã. O Vasco, porém, trabalha para conseguir a liberação de São Januário e conta com o apoio da Ferj e da CBF nas tratativas.

Já com a Conmebol, o obstáculo é regulamentar: a entidade exige estádios com capacidade mínima de 30 mil espectadores para jogos de semifinal da Sul-Americana. São Januário, mesmo com a nova liberação dos Bombeiros, segue abaixo desse patamar. O clube tenta convencer a entidade sul-americana a abrir uma exceção para que o duelo aconteça na Colina Histórica.

O plano B: Maracanã

Enquanto avança em São Januário, o Vasco também trabalha com a alternativa do Maracanã, que oferece capacidade muito superior e conta com parecer favorável do policiamento de estádios para receber a partida. A diretoria, porém, trata a Colina como prioridade: decidir a vaga na final da Sul-Americana diante da sua torcida, no estádio onde o clube manda seus jogos desde 1927, é o cenário dos sonhos — e um trunfo esportivo que o Vasco não quer abrir mão sem lutar.

O que está em jogo

A indefinição do palco acontece no momento mais importante da temporada vascaína. A semifinal da Copa Sul-Americana coloca frente a frente dois gigantes do continente: o jogo de ida será na Bombonera, em Buenos Aires, no dia 13 de outubro, e a volta está marcada para o dia 20, no Rio de Janeiro. Quem avançar garante vaga na grande final da competição — e, com ela, a chance de um título internacional que o Vasco não conquista há anos.

A definição do palco segue aberta — e cada dia sem resposta aumenta a pressão sobre o clube, que sonha em decidir a vaga na final da Sul-Americana diante da sua torcida, no estádio onde tudo começou. No Campeonato Brasileiro, enquanto isso, a vitória do Mirassol manteve o Vasco sob pressão na luta contra o Z-4.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.