Europa tem calor superior a 44 °C e brasileiros mudam hábitos para enfrentar onda extrema

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Uma nova onda de calor, a segunda em dois meses, levou os termômetros de várias regiões da Europa a ultrapassar os 40 °C nesta semana. Na França, o sudoeste atingiu 44,3 °C e 54 departamentos foram colocados em alerta vermelho, obrigando moradores a alterar a rotina para lidar com temperaturas consideradas fora do padrão.

Lívia Corrêa, 27 anos, natural de Florianópolis e residente em Paris há cerca de três anos, afirma nunca ter vivido algo semelhante. “Está aproximadamente 12 °C acima da média. O pico de calor costuma ocorrer em julho e agosto, mas chegou muito antes”, comentou.

Com a procura por ventiladores em alta, itens de climatização desapareceram das prateleiras. Segundo Lívia, uma amiga percorreu oito lojas sem sucesso. A escassez de aparelhos, aliada ao isolamento térmico precário de prédios antigos e ao fato de apenas 20% dos lares europeus possuírem ar-condicionado, faz com que muitos busquem alternativas fora de casa.

“Tenho ido mais ao escritório porque lá há ar-condicionado e escolho linhas de metrô climatizadas. Quando volto, evito sair”, relatou a estudante, acrescentando que parques e ruas ficam quase vazios no período mais quente do dia, enquanto canais da cidade registram aglomerações para banhos improvisados.

O catarinense Lucas Ortiz, 24 anos, também morador da região parisiense, diz perceber aumento no tráfego de ambulâncias. “O som das sirenes é constante. Não atinge só idosos; jovens saudáveis também passam mal”, contou. Funcionário de um restaurante, ele explica que os gerentes reforçaram pausas para hidratação da equipe.

De 18 de junho até esta terça-feira (23), ao menos 40 pessoas morreram afogadas na França, “principalmente jovens”, informou o governo. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, advertiu sobre riscos de mergulhar em áreas não autorizadas.

Dentro das residências, cortinas, venezianas e janelas permanecem fechadas nos horários de pico para tentar conter o calor. Em apartamentos nos andares mais altos, a temperatura interna se torna quase insuportável, levando moradores a buscar abrigo em casas de amigos ou locais com climatização.

Sem previsão de alívio imediato, autoridades francesas mantêm o estado de alerta e recomendam hidratação constante, redução de atividades ao ar livre e atenção especial a pessoas mais vulneráveis.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.