Enzo Fernández chamou a atenção no futebol mundial ao empatar para a Argentina diante da Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo, repetindo a famosa pose “Topo Gigio” – mãos atrás das orelhas – logo após balançar as redes.
Gesto consagrado por Riquelme em 2001
A celebração ganhou status de marca registrada em abril de 2001, quando Juan Román Riquelme marcou na vitória do Boca Juniors por 3 a 0 sobre o River Plate, na Bombonera. Na época, o meia vivia atrito contratual com a direção xeneize e apontou o gesto em direção ao camarote do então presidente do clube, Mauricio Macri. Questionado, Riquelme atribuiu a inspiração ao personagem infantil Topo Gigio, favorito de sua filha Florencia.
Apesar da explicação, o movimento passou a simbolizar resposta a críticas ou provocações, transmitindo a mensagem “quero ouvir vocês agora”.
Da Bombonera aos gramados do mundo
Ao longo dos anos, a comemoração foi adotada por várias estrelas:
• Ronaldo estampou capa da revista Mundo Deportivo em 2002 realizando o gesto.
• Lionel Messi repetiu a pose nas quartas de final da Copa de 2022, frente à Holanda, diante do banco de Louis van Gaal.
• Ángel Di María, Carlos Tévez, Christian Cueva, Eden Hazard, Luis Suárez, Mohamed Salah e Erling Haaland também recorreram ao “Topo Gigio” em diferentes momentos das carreiras.
• No Brasil, o zagueiro Gustavo Henrique, do Corinthians, faz do sinal a sua assinatura, sobretudo em partidas da Libertadores.
O gesto chegou até ao game EA Sports FC 24 (popularmente chamado de “Fifa 24”), consolidando-se na cultura futebolística pop.

Imagem: Internet
Enzo responde às provocações
Além das mãos nas orelhas, Enzo Fernández fez o sinal de “fala muito” – abrindo e fechando os dedos diante da boca – possivelmente em reação a críticas da imprensa britânica sobre supostos favorecimentos de arbitragem à Argentina. O jogador, porém, não comentou publicamente o significado.
A rivalidade histórica com a Inglaterra ganhou novo capítulo: após a vitória argentina nos acréscimos, os atletas ainda exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, reforçando o contexto político do duelo.
Com informações de UOL Esporte