Pep Guardiola voltou a se render a Lionel Messi depois da atuação do argentino na semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra, disputada nesta terça-feira (16). Aos 39 anos, o camisa 10 deu duas assistências e conduziu a seleção à decisão do torneio.
Questionado sobre a longevidade do ex-comandado, o técnico espanhol foi taxativo: “A idade alcança todo mundo, menos Messi. O que ele fez hoje foi arte”, afirmou.
“Maior mente que o esporte já produziu”
Para Guardiola, a equipe inglesa não enfrentou “um jogador veterano”, mas “a maior mente que esse esporte já produziu”. Ele destacou que cada toque do argentino tinha propósito e que, mesmo correndo menos, Messi fez os demais “correrem por ele”.
O treinador explicou que, nesta fase da carreira, o diferencial do capitão argentino está na leitura de jogo: “O cérebro dele está dez segundos à frente de todo mundo. Quando os defensores percebem, a bola já entrou ou alguém está comemorando”.
Duas assistências decisivas
Messi serviu os companheiros em dois momentos chave, lances que, segundo Guardiola, “mudaram a história de uma nação” e levaram a Argentina a mais uma final de Copa. “Ele não está apenas sobrevivendo; está comandando”, acrescentou o espanhol.

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Longe dos estúdios de TV
Guardiola lembrou que, aos 39 anos, “a maioria das lendas” costuma atuar como comentarista, mas Messi “segue escrevendo a história do futebol”. O técnico sugeriu que o público valorize o feito de ver “um gênio” decidir uma semifinal diante de uma seleção considerada forte.
Ressalva de Juca Kfouri
No fim da coluna, Juca Kfouri registra discordância sobre a frase de Guardiola que coloca Messi como protagonista dos “maiores capítulos da história do futebol”. O jornalista observa que o treinador nasceu em 1971 e, portanto, não acompanhou de perto a trajetória de Pelé, encerrada em 1977.
Com informações de UOL