Dallas (12 jul) – O Estádio de Dallas encerrará nesta terça-feira sua participação na Copa do Mundo ao receber o duelo entre França e Espanha, que vale vaga na final. O jogo marcará também a despedida do gramado desenvolvido exclusivamente para o torneio, resultado de cinco anos de pesquisa e nove partidas disputadas no local.
Para acomodar o maior campeonato de futebol do planeta, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) construiu um campo de dimensões oficiais sobre a superfície sintética utilizada pelo Dallas Cowboys, da NFL. “Estamos recebendo os melhores jogadores do mundo e queremos oferecer as melhores condições”, afirmou Ian Craig, gerente de gramados da Fifa no estádio texano.
Cientistas da Universidade do Tennessee, da Universidade Estadual de Michigan e a equipe de gestão de gramados da Fifa trabalharam em conjunto para garantir que os campos das 16 sedes – e dos centros de treinamento – apresentassem o mesmo padrão de quique e rolagem da bola durante a primeira Copa com 48 seleções.
O estádio coberto de Dallas impôs desafios extras: escassez de luz solar e sistema de ar-condicionado constante. A solução foi importar uma variedade de grama resistente a baixas temperaturas cultivada no Colorado. Lâmpadas de cultivo, suspensas no teto, são acionadas em dias sem jogos para manter o crescimento uniforme.
A nova superfície foi instalada a cerca de 1,37 metro (quatro pés e meio) acima do nível habitual da NFL, criando um perfil de solo completo com tecnologia híbrida semelhante à encontrada em arenas europeias de elite. “Não é apenas uma instalação temporária; corresponde às exigências de um campo profissional”, explicou Craig.
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Após quatro semanas de uso intenso e nove partidas, o gramado começará a ser desmontado assim que França ou Espanha rumarem a Nova York para a preparação da decisão. O local, que recebe constantemente shows e partidas da NFL, retomará sua rotina normal.
Com informações de UOL/Reuters