Aos 39, Messi concentra ataque da Argentina e ainda busca companheiro para dividir responsabilidades

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Lionel Messi, 39 anos, carrega quase todo o peso ofensivo da seleção argentina na Copa do Mundo de 2026. Com oito gols — mesmo número do francês Kylian Mbappé — e duas assistências, o camisa 10 participou diretamente de dez dos 17 gols marcados pela equipe de Lionel Scaloni até aqui.

No site oficial de estatísticas da Fifa, o capitão albiceleste lidera praticamente todos os indicadores de ataque do time: é quem mais finaliza certo (19), quem mais chuta no total (33), quem mais arrisca de dentro da área (16) e de fora dela (17). Também registra o maior número de cruzamentos (32) e de tentativas de quebrar a linha defensiva adversária (26).

Dependência explícita

Depois de Messi, o artilheiro argentino é Lautaro Martínez, com apenas dois gols — um contra a Jordânia na fase de grupos e outro nas quartas de final diante da Suíça. Somados, todos os demais atacantes fizeram apenas três gols. Julian Álvarez balançou a rede uma vez, também nas quartas, ao tirar a equipe do sufoco contra os suíços.

O desequilíbrio se repete nos chutes certos: Álvarez aparece com quatro; Lautaro, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández têm três cada. Nas finalizações totais, Messi soma 33; Mac Allister, 10; Lautaro, 9; e Álvarez e Enzo, 8 cada.

Escaloni rende-se ao craque

Diante de tanta influência, o técnico Lionel Scaloni não poupa elogios. “Quem não o conhece poderia pensar que, aos 39 anos, ele não estaria à altura. Enquanto ele quiser, será o melhor”, disse antes do confronto com a Suíça. “Vai chegar um momento em que terá 50 anos e não será mais”, completou, em tom bem-humorado.

Mesmo quando aparece menos, o camisa 10 faz diferença. Contra o Egito, marcado de perto, precisou se superar para ajudar na virada por 3 a 2. Frente à Suíça, já cansado, quase não surgiu, mas ainda assim deu o passe para um dos gols.

Minutagem elevada

Messi é o segundo jogador de linha com mais minutos em campo no elenco: 608, atrás apenas de Mac Allister (623). A carga reforça a busca por um parceiro que alivie a responsabilidade na semifinal diante da Inglaterra, que conta com Harry Kane e Jude Bellingham em grande fase.

Por ora, todas as ações decisivas da Argentina passam pelos pés de Messi — cenário que o próprio técnico define de forma direta: “uma máquina”.

Com informações de UOL

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.