O governo iraniano pretende bloquear o Estreito de Ormuz caso ocorram novos bombardeios contra o país nesta quarta-feira (8), informou a emissora estatal Press TV, citando uma autoridade de segurança que não teve o nome revelado.
Segundo essa fonte, Teerã revidará qualquer ofensiva numa proporção mínima de “dois para um” se as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Otan, forem colocadas em prática.
Passagem estratégica
O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de cerca de 20% das exportações globais de petróleo. A rota marítima havia sido reaberta no mês passado, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.
Ameaças de Washington
Pouco antes do alerta iraniano, Trump declarou a jornalistas que poderia lançar um “grande ataque” contra o Irã ainda nesta noite. O presidente norte-americano, que inicialmente disse que o acordo de paz com Teerã “acabou”, depois afirmou não ter certeza de que o tratado será mantido.
Ele também acusou o Irã de ter afundado 28 embarcações na terça-feira (7) e advertiu que os EUA poderiam cortar o fornecimento de energia elétrica e água no país persa, “se necessário”.
Durante a reunião da Otan em Ancara, na Turquia, Trump mencionou a possibilidade de retomar o bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz. Segundo ele, os países da aliança concordaram em enviar navios caça-minas para garantir a navegação na região.
Ataques recentes
Trump revelou ainda que a Ilha de Kharg — responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo — foi atingida por forças norte-americanas na terça, mas que ordenou que os reservatórios de petróleo permanecessem intactos.
Imagem: Internet
Apesar de um cessar-fogo firmado em junho, o Comando Central dos EUA lançou nova ofensiva contra o Irã na noite de terça, em resposta a ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Teerã reagiu classificando a ação como “clara violação” do acordo de paz e disparou mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta. Os dois países árabes, que abrigam instalações militares dos EUA, emitiram alertas de ataque para a população.
Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas ou danos estruturais significativos nos locais atingidos.
Com informações de G1