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Véspera do 1º turno: campanha eleitoral acaba hoje às 22h no país

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A campanha eleitoral do primeiro turno das eleições gerais de 2026 termina neste sábado, 3 de outubro, às 22h. A partir desse horário, fica proibida qualquer modalidade de propaganda eleitoral em todo o país — de comícios e carreatas a impulsionamentos pagos nas redes sociais — e os candidatos entram em silêncio até a votação deste domingo, 4 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. O horário de votação será das 8h às 17h, no horário de Brasília, em todo o território nacional.

Até as 22h, porém, a movimentação nas ruas segue intensa. Este sábado é o último dia autorizado pela legislação para os atos de campanha, e as candidaturas programaram uma agenda cheia de eventos de rua para tentar conquistar os eleitores indecisos na reta final.

O que a lei permite no último dia

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) autoriza, até as 22h do sábado que antecede a votação, a realização de carreatas, passeatas, caminhadas, comícios e reuniões públicas, além da distribuição de santinhos e de material gráfico de campanha. Carros de som e minitrios também podem circular dentro desse limite de horário, assim como a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que se encerra na véspera da eleição.

Na internet, as regras seguem a mesma lógica: é permitido publicar conteúdo de campanha em sites, blogs e redes sociais até o limite do sábado, mas o impulsionamento pago de publicações e a propaganda eleitoral paga na rede mundial de computadores precisam ser interrompidos. A partir das 22h, qualquer ato que configure pedido explícito de voto passa a ser irregular e pode gerar multa e representação à Justiça Eleitoral.

O que muda a partir das 22h — e as regras do domingo

Encerrado o prazo, o país entra no período de vedação total à propaganda eleitoral. No domingo de votação, a legislação permite apenas manifestações individuais e silenciosas do eleitor, como o uso de camiseta, broche, bandeira ou adesivo do candidato de sua preferência.

Seguem proibidos no dia da eleição a boca de urna — a abordagem de eleitores para pedir votos nas imediações das seções —, as aglomerações de pessoas com vestimenta padronizada, a propaganda em veículos e o uso de alto-falantes e amplificadores de som. O chamado “derrame de santinhos”, a prática de espalhar material de campanha nas ruas próximas aos locais de votação, é crime eleitoral e pode levar à prisão em flagrante de quem for flagrado.

A fiscalização cabe aos juízes eleitorais, ao Ministério Público Eleitoral e às polícias, que atuam em esquema especial durante o fim de semana de votação. Denúncias de irregularidades podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.

Os últimos atos de campanha

Na agenda deste sábado, os atos finais das principais candidaturas à Presidência incluem a caminhada de Fernando Haddad ao lado do presidente Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, marcada para as 10h. Do outro lado da disputa, o senador Flávio Bolsonaro cumpre agenda com motocarreata pelo interior de São Paulo e pelo Rio de Janeiro, em eventos que devem reunir apoiadores e lideranças regionais.

A expectativa das campanhas é mobilizar a militância e tentar virar os votos dos indecisos, que costumam definir a eleição nas últimas 48 horas. Pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da semana apontam um cenário de disputa acirrada, e os dois lados apostam na presença nas ruas como demonstração de força na véspera.

Uma reta final marcada por polêmicas

A última semana de campanha foi agitada. Um dos episódios de maior repercussão foi o cancelamento do debate entre os presidenciáveis na TV Globo, que o presidente Lula classificou como um “desastre” para a emissora, em declaração que repercutiu no noticiário político (leia aqui).

Fora da disputa eleitoral direta, a semana também foi marcada por medidas do governo federal com forte repercussão, como a proibição das casas de apostas de quota fixa — as bets —, anunciada após a identificação de 1.689 novos sites ilegais em operação no país (saiba mais).

Como votar no domingo

Para votar neste domingo, o eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto — como RG, CNH, carteira de trabalho ou passaporte — ou usar o aplicativo e-Título, da Justiça Eleitoral. Quem tem a biometria cadastrada pode votar apresentando apenas o e-Título no celular, sem necessidade de documento físico.

A ordem de votação na urna eletrônica segue a sequência: deputado federal, deputado estadual (ou distrital, no DF), senador, governador e presidente da República. A Justiça Eleitoral recomenda levar uma “colinha” com os números dos candidatos, anotada em papel, para agilizar o voto e evitar erros na hora de digitar.

O uso do celular dentro da cabine de votação é proibido: o aparelho deve ser desligado e entregue ao mesário antes do voto, sendo devolvido após a confirmação. A medida vale para todos os eleitores e tem como objetivo garantir o sigilo do voto e coibir tentativas de coação.

Apuração e segundo turno

Encerrada a votação às 17h, começa a apuração dos votos pelos Tribunais Regionais Eleitorais, com os resultados sendo divulgados ao longo da noite pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nos cargos de presidente e governador, se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno no último domingo de outubro, dia 25, entre os dois mais votados.

Para os cargos proporcionais — deputados federais, estaduais e distritais — e para as vagas de senador em disputa, a definição ocorre já neste primeiro turno, pelo sistema de quocientes eleitoral e partidário. A diplomação dos eleitos está prevista para dezembro, e a posse, para 1º de janeiro de 2027.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.