Uma moradora de São Vicente, no litoral paulista, só descobriu horas depois que havia abraçado o autor do feminicídio que chocou o edifício onde vive há duas décadas. O pedreiro Severino Alves Pereira, de 56 anos, confessou ter esfaqueado a ex-companheira Paula Santos da Silva, 37, na noite de segunda-feira (13) após esperar a vítima sair do trabalho.
Comportamento estranho antes do crime
Letícia Guedes, 36, responsável por um projeto social e vizinha de Paula, contou que encontrou Severino no elevador na hora do almoço. Segundo ela, o funcionário, normalmente brincalhão, parecia “perturbado” e falava sozinho. Ela estranhou a mudança de atitude, pois o pedreiro presta serviços de manutenção no prédio há muitos anos e acompanha o crescimento de seus filhos.
Ataque na rua e busca por socorro
De acordo com a investigação, o agressor aguardou Paula na Rua Tibiriçá, no Centro da cidade. Ele a golpeou no abdômen e no pescoço. Mesmo ferida, a vítima ainda conseguiu caminhar alguns metros até a Rua Frei Gaspar, onde morava, pedindo ajuda. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que ela se arrastava com dificuldade.
Pós-crime e engano da vizinha
Após o ataque, Severino descartou a faca na Ponte Pênsil e lavou as mãos na Praça da Biquinha. Em seguida, retornou ao condomínio, apresentando-se a policiais e testemunhas como companheiro de Paula. Sem saber que ele era o autor, Letícia o abraçou e chegou a comentar: “Nem sabia que você estava namorando”. Ela só se deu conta do engano quando a polícia identificou o pedreiro nas imagens de segurança.
Confissão e prisão em flagrante
Confrontado pela equipe policial, Severino admitiu o crime e descreveu toda a sequência de ações. Ele afirmou que voltou ao prédio para verificar o estado da filha de Paula, já que a vítima não possuía familiares na cidade. A menina foi retirada do apartamento por um agente e encaminhada à delegacia, onde ficou sob os cuidados do pai biológico.
Imagem: Internet
O pedreiro foi detido em flagrante e deve responder por feminicídio qualificado, com agravantes de emboscada e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com informações de G1