Bruno Guimarães assumiu a condição de principal garçom da Copa do Mundo ao somar quatro assistências, marca que o coloca lado a lado com Pelé e Tostão (1970) e Zico (1982) como recordista brasileiro em passes para gol no torneio.
A estatística inclui o lance que originou o gol de Vinicius Júnior contra Marrocos, na estreia. Embora o atacante tenha conduzido a jogada praticamente sozinho, a Fifa considera o passe lateral de Bruno como assistência, mantendo o critério de contabilizar quase todo toque anterior ao gol.
Alteração tática
Responsável por essa mudança de protagonismo, o técnico Carlo Ancelotti deslocou o meio-campista para uma faixa mais avançada do campo do que Lucas Paquetá. O objetivo é criar triangulações pelo lado direito, setor onde Bruno se associa a Rayan e Matheus Cunha.
Nessa configuração, Paquetá recua para alinhar-se a Casemiro, enquanto a linha ofensiva passa a ser formada por cinco jogadores: Rayan, Bruno Guimarães, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Douglas Santos. No segundo tempo da vitória sobre o Japão, a formação ofensiva mudou para Rayan, Bruno Guimarães, Endrick, Martinelli e Vinicius Júnior.
Função de articulador
Com liberdade para criar, Bruno exerce o papel de armador mesmo usando a camisa 8 clássica de volante. Apesar de ainda não ter balançado as redes, lidera a lista de assistências à frente do francês Olise, segundo colocado no ranking da Copa.

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O desempenho reforça a adaptação promovida por Ancelotti, que transformou o jogador do Newcastle no principal responsável pela construção de jogadas da seleção brasileira.
Com informações de UOL