Washington (15.jul.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) realiza “um trabalho excelente, que precisa ser feito”, apesar de dois imigrantes terem sido mortos por agentes federais em um intervalo de seis dias.
Durante declaração na Casa Branca, Trump disse que as ações da agência contribuem para a redução da criminalidade, embora não tenha apresentado dados que sustentem a afirmação. O republicano também descartou a possibilidade de suspender abordagens de trânsito conduzidas pelo ICE.
Contradição sobre pausa nas blitzes
A fala do presidente contradiz informação divulgada ontem por integrantes do próprio governo. Tom Homan, responsável pela política de fronteiras, afirmara à Fox News que as abordagens de veículos passariam por “pausa temporária” para revisão de procedimentos de segurança.
Mortes no Texas e no Maine
Na segunda-feira (13.jul), o colombiano Joan Sebastian Guerrero, 24 anos, foi baleado por um agente do ICE em Biddeford, no Maine, a 24 km de Portland. Segundo o pai, Omar Duran, o jovem possuía número de Seguridade Social e documento que o identificava como residente legal.
Em 7 de julho, em Houston, o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, 37 anos, morreu após ter o carro parado por agentes de imigração. O filho dele, Ronaldo, relatou que o pai estava em processo avançado de regularização migratória.
O Departamento de Segurança Interna, responsável por supervisionar o ICE, classificou ambos como “estrangeiros ilegais” e admitiu que nenhum era alvo das operações que resultaram nos disparos. As autoridades não apresentaram provas de que representassem ameaça aos agentes ou ao público.
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Críticas a Biden e promessa de deportações
Trump voltou a acusar o ex-presidente Joe Biden de manter “fronteiras abertas” e afirmou que 25 milhões de pessoas teriam entrado no país sem controle durante a gestão democrata. “Muitos eram criminosos, e precisamos expulsá-los”, escreveu o presidente na rede Truth Social.
Dados oficiais apontam que pelo menos sete pessoas morreram em ações federais de imigração desde janeiro de 2025. Ao reassumir o cargo, Trump deu início a deportações em massa, uma de suas principais promessas de campanha.
Com informações de UOL Notícias