A comentarista de arbitragem Ana Paula Oliveira afirmou que a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, pela Copa do Mundo de 2026, foi correta e não pode ser comparada a uma entrada recente de Lionel Messi. A análise foi feita no programa “Fim de Papo”, do Canal UOL, nesta segunda-feira (1º).
Para Ana Paula, a diferença está no ponto de contato e no risco de lesão. “No lance do Balogun, o tornozelo do adversário vira e o contato ocorre na articulação; ele deixa o corpo cair sobre o jogador bósnio, com possibilidade de fratura ou rompimento de ligamentos”, observou. “Já o Messi acerta a panturrilha e retira o pé na sequência. Se mantivesse o movimento, seria vermelho para ambos”, completou.
VAR e atuação do trio brasileiro
A árbitra elogiou os assistentes brasileiros Danilo Manis e Rodrigo Figueiredo, que anularam corretamente dois gols – um em cada tempo da partida. Mesmo assim, avaliou que o juiz Raphael Claus poderia ter mostrado o cartão vermelho em campo, sem depender da revisão no vídeo. “Eu gostaria que o Claus tivesse tomado a decisão ali, sem esperar o VAR”, comentou.
Risco acima da intenção
No programa, o jornalista Lucas Faraldo reforçou que a gravidade do movimento, mais do que a intenção de machucar, justifica o vermelho. “O Messi encosta e tira o pé; o Balogun conclui o movimento e cria um risco elevado de lesão”, disse. Já Gabriel Sá considerou a expulsão indiscutível, elogiou a postura tática norte-americana com um jogador a menos e antecipou o impacto da ausência do atacante contra a Bélgica nas oitavas de final.
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Cartões no torneio
Ana Paula também reclamou de um padrão que a incomoda no Mundial: “Há entradas temerárias que deveriam receber cartão amarelo, mas passam em branco, mesmo com o número alto de vermelhos na competição”.
Com informações de UOL