NOVA YORK, 28 jun – A opção da Fifa por uma arbitragem mais permissiva tem marcado a atual Copa do Mundo e impulsionado partidas mais rápidas, com menos interrupções e índice recorde de gols logo na fase de grupos.
De acordo com dados do NetSI Sport, centro de pesquisa da Northeastern University, a média de faltas caiu para 24,3 por jogo, contra 27,7 em 2022 e 29,3 em 2018. O número de cartões amarelos também diminuiu, enquanto as expulsões aumentaram.
Menos paradas, mais gols
Com mais liberdade para o contato físico, a média de gols atingiu 2,95 por partida na primeira fase, superando o recorde moderno de 2,83 registrado no Mundial de 2014, no Brasil. Pierluigi Collina, diretor de arbitragem da entidade que comanda o futebol mundial, afirmou que o objetivo é “melhor ritmo de jogo”.
O comentarista brasileiro Ledio Carmona, durante Uruguai x Espanha, elogiou a postura do árbitro que “deixou o jogo fluir” apesar da disputa física.
Exigência física inédita
Especialistas veem reflexo direto no esforço dos atletas. Chris West, preparador físico da Universidade de Connecticut, analisou as três últimas Copas e concluiu que a distância total percorrida mudou pouco, mas a quantidade de corridas em alta velocidade disparou. “Tornou-se um jogo de alta intensidade”, resumiu.
West alerta para risco maior de lesões nos músculos posteriores da coxa e panturrilhas, sobretudo para quem não está 100% recuperado. Entre os afetados, Neymar lida com problema na panturrilha, enquanto o companheiro Raphinha sofre com lesão na coxa. A Confederação Brasileira de Futebol não comenta a situação dos atletas.

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Outros nomes importantes também enfrentam contratempos musculares: Christian Pulisic, dos Estados Unidos, voltou recentemente de lesão na panturrilha, e o inglês Reece James ainda sente a coxa.
Para Mark Clattenburg, ex-árbitro da Premier League e analista de regras da Fox TV, o momento exige sensibilidade dos juízes. “Os melhores sabem quando intervir, permitindo que as estrelas brilhem. O jogo flui melhor”, afirmou durante Alemanha x Costa do Marfim.
Com jogos mais ágeis, contato físico permitido e jogadores velozes, a Copa entra no mata-mata ainda mais exigente para atletas e equipes médicas.
Com informações de UOL / Reuters