Por Rafael Oliveira | RSO Notícias | 27 de março de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27) do Hospital DF Star, em Brasília, e foi transferido para sua residência em um condomínio no Lago Sul, onde passará a cumprir 90 dias de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A alta encerra uma internação de 14 dias motivada por um quadro grave de broncopneumonia bacteriana.
O que aconteceu com Bolsonaro?
O ex-presidente deu entrada no Hospital DF Star em 13 de março, trazido pelo SAMU com febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele havia passado mal no 9º Batalhão da Polícia Militar — o complexo penitenciário conhecido como “Papudinha” —, onde cumpria a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
O boletim médico de alta foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges. Segundo o Diário Carioca, Bolsonaro chegou a passar dez dias na UTI, com comprometimento dos dois pulmões, e precisou de antibióticos endovenosos e fisioterapia respiratória intensiva.
As condições da prisão domiciliar
A decisão de Moraes estabeleceu restrições específicas para o período domiciliar. Bolsonaro voltará a usar tornozeleira eletrônica e será monitorado por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal em frente à residência. A medida mais notória: o ex-presidente está proibido de usar smartphones ou computadores, e a restrição se estende a terceiros — assessores e familiares não poderão publicar conteúdo em seu nome.
A prisão domiciliar tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser reavaliada pelo STF conforme a evolução do quadro de saúde.
Contexto: trajetória da prisão de Bolsonaro.
Bolsonaro foi preso em novembro de 2025, após tentar violar a tornozeleira eletrônica. Em janeiro de 2026, foi transferido para a Papudinha por ordem de Moraes. Em março, o agravamento da pneumonia levou à internação e, na sequência, à concessão da prisão domiciliar por razões médicas — o que a defesa do ex-presidente havia pedido diversas vezes e o STF havia recusado em ocasiões anteriores.
Fontes: Agência Brasil, Diário Carioca, Blog do Juares, JOTA.